
Apesar de as suas intervençóns se destinarem ao público em xeral, entre o qual teve unha vasta audiência e capacidade de mobilizaçón, foi entre os grandes cientistas que conseguiu mais seguidores. Considerou a ideia de se aliar a Frederic Joliot-Curie (1900-1958, Nobel da Química), presidente da Federaçón Mundial de Trabalhadores Científicos e conhecido membro do Partido Comunista Françês, no seu ativismo político. Por fim, optou por escrever a Einstein e a outros cientistas “neutrais” com o obxectivo de subscreverem um manifesto contra a proliferaçón nuclear. Einstein respondeu favoravelmente e assinou-o pouco tempo antes da sua morte. Russell tornou-se um dos mais conhecidos promotores da entón chamada “coexistência pacífica”. Nesse sentido, enviou unha carta aberta a Eisenhower e a Kruschov, apelando ao seu bom senso para que se reunissem e encetassem unha discussón franca sobre as condiçóns de cohexistência. Depressa descobríu que a “Realpolitik” era demasiado renitente às suas capacidades retóricas e conceptuais. Ainda assim, quando parecia ter-se tornado realista, na década de 60, Russell radicalizou as suas convicçóns e actividades. Nesta época desenvolveu-se em Inglaterra um tipo de marxismo afastado do comunismo soviético –na verdade, fortemente crítico do rexíme– em redor da “New Left Review”, promovida polo sociólogo Ralph Miliband da London School of Economics e de outros autores, como Stuart Hall, Raymond Williams e o historiador E. P. Thompson. Miliband foi professor de Ralph Schoenman, formado em Filosofia em Princeton, que haberia de ter unha influência notábel sobre Russell no início dos anos 60. Pouco a pouco, tornou-se unha espécie de filho substituto, a quem Russell confiou muitas das suas campanhas. Com ele intensificou a sua intervençón na campanha polo desarmamento nuclear: participou em manifestaçóns e foi detido de novo nunha delas. Nesta época, Russell deixou de ser promotor da retirada inglesa da NATO, para passar a defensor das causas revolucionárias dos países do Terceiro Mundo, sobretudo da Revoluçón Cubana, do Vietname de Ho Chi Min e dos vietcongues, que lutavam contra os norte-americanos no Vietname do Sul, no Laos e no Camboja. Foi a época da crise dos mísseis em Cuba. Fidel Castro estaba a tornar-se um dos heróis da nova esquerda, e Russell apoiou o movimento entusiasticamente. Celebrava os aniversários da Revoluçón Cubana, saudando o pobo cubano na sua luta contra o imperialismo norte-americano. Anunciou nunha conferência a sua intençón de convocar um tribunal de personalidades, que xulgasse os crimes de guerra cometidos polos Estados Unidos no Vietname.
FERNANDO BRONCANO