
ERAUSO, Catalina de (San Sebastián, 1592?-1635?). Baixo o seu nome escrebeu-se unha falsa autobiografía. Nasceu no seio de unha família aristocrática e entrou muito nova para o convento das dominicas. Depois de unha discussón com as monxas, escapou em 1607 e viaxou por toda Espanha, vestida de home. Xogaba às cartas, cortexaba as damas, bebía e non recusaba os desafíos. Partíu cara à América, onde foi grumete, criádo e alférez. Participou em várias batalhas e ganhou unha bandeira. Durante unha penosa enfermedade foi descoberta. Depois de viver algum tempo em Espanha e em Roma, voltou à América, mas o barco afundou-se e “Antonio de Erauso” foi declarado oficialmente morto. Existe um manuscrípto em Sevilha entitulado “Memorial de los méritos y servicios del alférez Erauso”, que probabelmente servíu de fonte à apócrifa “Historia de la monja alférez” (París, 1829), escrita em primeira pessoa e reeditada em 1919 e 1974. Pérez de Montalbán utilizou o “Memorial” como fonte da sua obra teatral “La monja alférez”, que também foi levada à pantalha.
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