
A detençón do seu pai, pola activa participaçón na folga de curtidores que tivo lugar em León no ano de 1903, quando tinha apenas sete anos de idade, marcou poderosamente a sua consciência. A referida folga durou nove meses, e foi um dos primeiros conflíctos sociais de importância que se produzíu em León. A decidida actitude dos obreiros curtidores, trouxo como consequência a fame do mesmo povo, assim como unha forte repressón. Foi, non obstânte, um triunfo para a clásse trabalhadora, posto que sería a primeira pedra do edifício da organizaçón proletária da rexión. O ponto inicial do despertar obreiro leonés, teve lugar quatro anos antes, em 1899, quando Ignacio Durruti, tio de Buenaventura, fundou a primeira associaçón obreira na rúa do Badillo. Poucos som os dactos que temos. Tinha unha orientaçón mutualista e solidária, entre os obreiros do ramo dos curtidos, os quais se reuníam unha vez ao mes para discutir problemas professionais. Até 1900, a capa mais progressista de León, estaba constituída por um pequeno grupo de intelectuais republicanos, cuxa ideoloxía atemperada e acomodatícia, era incapaz de asustar as autoridades locais e ao clero. A partir de princípios do século, esta situaçón modificou-se com ocasión dos trabalhos ferroviários do ramal Valladolid-León; as primeiras publicaçóns socialistas e anarquistas começarom a chegar à cidade, procedentes deste sector e do coto mineiro leonés-asturiano. Estas leituras deberom estimular o grupo de curtidores amigos de Ignacio; por elas deberom conhecer a axitaçón social que alcanzaba a toda a Península, particularmente a Bilbao e Barcelona. A xornada de oito horas era, por entón, a esixência central, cousa xá conseguída polos obreiros sastres de Madrid. Parece normal que todas estas circunstâncias influíram nos curtidores, polo que pronto apresentarom reivindicaçóns salariais e de horario de trabalho aos patróns, os quais xa tinham avanzado na exploraçón dos curtidos de peles e na expansón dos seus negócios. Até entón, os salários para as três categorias profissionais iban desde 1,25 até 1,75 pesetas por xornada completa, é dizer “de sol a sol”. Os trabalhadores pedíam um aumento xeral de 50 centávos e unha xornada de dez horas. Os membros da xunta do Centro forom encargados de dar a conhecer as reivindicaçóns. Os directivos eram Ignacio Durruti, Santiago Durruti (pai), Antonio Quintín e Melchor Antón. Os patróns xulgarom que as pretenssóns obreiras eram desproporcionadas, e ante a negativa declarou-se a greve, que teve grande importância, posto que o curtido de peles, era quase a única industria local, o qual paralizou a cidade durante nove meses. Nem o crédito que os comerciantes outorgarom aos grevistas, nem as mostras de solidariedade de Lorenzo Durruti desde a sua cantina, nem o dinheiro aportado polo producto da venda do talher de Ignacio Durruti, que foi posto à disposiçón dos grevistas, pudérom impedir que a fame comezára a invadir os lares obreiros e, com ela a domar o espírito rebelde dos primeiros momentos. Pouco a pouco os trabalhadores forom claudicando e a greve com grande satisfaçón da burguesía, deu-se por terminada. Non obstânte, houbo obreiros, como a pai de Buenaventura, que preferírom mudar de ofício antes que ceder.
ABEL PAZ
