
Os textos conservados do primitivo teatro medieval som aínda mais escasos que os da épica ou da lírica, e de importância literária muitíssimo menor. Tal escasez, non só de obras senón incluso de informaçón e testemunhos em que apoiar o seu estudo, fán particularmente difícil a reconstrucçón da história da dramaturxia, desde as suas orixens até à apariçón de Juan del Encina, a finais do século XV. O árduo do asunto e a falta de material detuvéron também a curiosidade dos estudosos; de onde resulta que, até hoxe mesmo, ningúm aspecto da história literária tem merecído menos trabalhos monográficos –e, consequentemente, menos exposiçóns de conxunto– que o teatro primitivo. Os investigadores que estudarom as oríxes do drama relixioso na Europa apenas aportárom referência algunha sobre o teatro medieval peninsular. A colecçón de representaçóns litúrxicas da Semana Santa, feita por C. Lange non contem, entre as suas 224 peças, mais que dous textos espanhois, e outros tantos nos proporciona a magna obra de Karl Young, fundamental nesta matéria. Para preencher este vacío, quantos se ocuparom do teatro primitivo, aplicárom à nossa Península os resultados obtídos nos demais países de Europa –França, Itália, Inglaterra, Alemanha–, supôndo que ó Sul dos Pirineos tivo que ter lugar necessariamente um processo parecido. Assim o afirma, por exemplo, Cirot. Richard B. Donovan, ao encarecer a importância do teatro primitivo espanhol para a cabal comprehenssón do europeio, declara rotundamente que aquel drama litúrxico primitivo “foi de carácter internacional, e que as suas influênças se extenderon constantemente de um país a outro; o que era practicádo nunha naçón, reflexaba com grande frequência as costûmes e usos de outra. Vinha admitíndose comunmente que o drama litúrxico, fora traído a Espanha desde França polos monxes de Cluny, durante os séculos XI e XII, e era aceitado sem sombra de dúvida, que esta literatura dramática fora abundantíssima na Península; Só que os textos ou se tinham perdido no decorrer dos séculos, ou estabam todavía sem descobrir, no fundo dos archivos. Tán só Edmund Chambers, suxeríu a possibilidade de que o desarrolho do drama relixioso na Península tivéra seguído desde o começo rutas diferêntes às do resto da Europa. Em 1958, o xá mencionado Richard B. Donovan, benedictino canadiense, publicou o seu importântíssimo trabalho sobre o drama litúrxico na Espanha medieval, pranteândo o problema sobre novas bases. Donovan aplicou os procedimentos de investigaçón de Young a numerosos textos espanhois, é dizer: examinou nos archivos catedralicios e monásticos o mesmo tipo de obras –Liber consuetudinum, directorium, agenda, consueta, processionaria, libri responsales– que proporcionou a Young a sua esplêndida colheita nos arquivos da Europa; mas o escassíssimo número de pezas espanholas encontrado naquelas parece indicar que na Península tivo muito pouco cultivo o teatro litúrxico tán difundido por todo o continente. A interpretaçón tradicional quedaba, pois, sériamente comprometida.
JUAN LUIS ALBORG