
DALTON, Roque (San Salvador, 1935-1975). Poeta salvadorenho. Estudou dereito nas universidades de El Salvador, Santiago de Chile e México. Em 1955 ingresou no partido comunista salvadorenho e desde entón a sua obra literária e a sua militância política correrom paralelas. Foi encarcerádo várias vezes e acabou exilando-se em México, Checoslováquia e Cuba. Em México publicou o seu primeiro libro de poemas, “La ventana en el rostro” (1961). Foi representante do Partido Comunista Salvadorenho em Praga, e com este cargo viaxou polos países do Este. Abandonou o partido e integrou-se na guerrilha, dentro do Frente Revolucionário del Pueblo (FRP). Foi membro do comité de colaboraçón da revista cubana “Casa de las Américas” e publicou em La Habana grande parte da sua obra: “El turno ofendido” (1963) e “Los testimonios” (1964), entre outras obras. “La taberna y otros lugares” é sem dúvida o seu libro mais importânte. Nele entrecruzam-se as diversas influênças que Dalton recebeu na sua literatura: o realismo socialista e o surrealismo, o prosaísmo e a eufonía, o testemunho colectivo e o eu poético. Obra complexa e alonxáda do panflecto, “La taberna” é um dos monumentos da poesía centroamericana contemporânea. Dalton escrebeu também estudos políticos como “¿Revolución en la revolución?” (1970). “Las historias prohibidas de Pulgarcito” é unha orixinal mistura de poesía, narraçón e autobiografía, que non logra superar “La taberna”, apesar da sua ambiciosa construcçón técnica. Postumamente víu a luz “Pobrecito poeta que era yo”, novela com toques autobiográficos. Em 1975 o FRP decidíu executar a Dalton, sobre a base de unha acusaçón de colaborar com o inimigo, ainda que nunca forom aclarados os feitos do crime.
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