DÁVALOS, Marcelino (Guadalajara, 1871-1923). Contista, poeta e autor teatral mexicano. A sua primeira obra dramática, “El último cuadro” (1900), estaba situáda em Espanha e mostraba a influênça de Echegaray. Aborda temas do seu país em “Guadalupe” (1903), um alegato contra o alcoholismo, e “Así pasan…” (1908), onde mostra a vida de unha actriz medíocre, a ponto de envelhecer. Tinha um grande sentido do teatro, mas faltou-lhe sensibilidade e sentido da linguáxe teatral. As suas últimas obras teatrais forom: “El crimen de Marciano” (1909), “Jardines trágicos” (1916) e “¡Indisoluble!” (1916). Também foi autor dunha “Monografía del teatro” (1917, 2 vols.) e “¡Carne de cañón!” (1915), unha colecçón de dez contos sobre as víctimas do Porfiriato. Os seus libros de poesía som: “Iras de bronce” (1916), “Del Bajío y arribeñas” (1917) e “Mis dramas íntimos” (1917).
DÁVALOS, Balbino (Colima, 1866-1951). Poeta e diplomático mexicano, traducíu a Gautier, Verlaine, a Aphrodite de Pierre Louÿs e a Monna Vanna de Maeterlinck. A sua poesía apareceu em “Las ofrendas” (Madrid, 1909) e os seus ensaios críticos em “Sobre poesía horaciana en México” (1901) e “Discursos leídos ante la Academia Mexicana” (1930). Foi professor de línguas románicas nas universidades de Minnesota e Columbia.
DARÍO MALDONADO, Samuel (1870-1925). Ensaísta, explorador e poeta venezuelano. A sua autobiografía, “Tierra nuestra” foi considerada um “innventário emocionado” de Venezuela. No transcurso de unha exploraçón à selva, as personáxes falam e discutem sobre variádos temas, desde diferêntes perspectivas: do literato caraquenho xá decadente até ao perigoso cacique de pobo. Deixou um longo poema em fragmentos, “Luis Cardozo”, no qual o herói, de novo um explorador e home do trópico, é visto como unha espécie de Childe Harold, em cuxa mente lutam elementos primitivos e civilizados, tema de civilizaçón e barbárie que tem raízes muito profundas na literatura hispâna.
DARÍO, Rubén (San Pedro de Metapa, Chocoyo, 1867-1916). Pseudónimo de Félix Rubén García Sarmiento. Poeta nicaragüense de proxecçón universal. A sua infância em León, foi infeliz e permaneceu como tema recurrente da sua poesía. Foi o poeta mais importânte da sua época dentro do âmbito hispâno; experimentou acertadamente em muitos estilos e formas poéticas: do “parnasianismo” ao “simbolismo” e do hexámetro latino ao soneto. Teve unha consciência, inigualábel aínda hoxe, da fala que manexou, das suas possibilidades fonéticas e da sua flexibilidade. Darío acunhou o termo “modernismo” e converteu-se na cabeça deste movimento. Viaxou a Managua e a San Salvador como menino prodíxio e publicou unha grande quantidade de efímeros poemas cívicos. O seu primeiro libro importânte foi “Azul” (Valparaíso, 1888), que contem poemas e contos. Juan Valera fixo unha resenha eloxiosa do libro, que foi reeditado dous anos depois com algunhas adicçóns e com um prólogo do mesmo Valera. Como diplomático, viaxou por vários países. Fomentou o intesse dos literátos franceses pola literatura hispâna, mas sobre tudo, introduzíu as correntes europeias no âmbito bastânte pechado e apático, da literatura hispâna do seu momento. Viveu unha vida bohémia e foi amigo de Valera, Pardo Bazán, Verlaine, Moréas e Gourmont. Ao seu regresso a Buenos Aires em 1893, dedicou-se durante cinco anos a colaborar com “La Nación”, diário ao qual tinha enviádo artígos desde Europa a partir de 1889. Na cidade bonaerense publicou “Los raros”, libro no que retrata a escritores como Poe, Bloy e Leconte de Lisle, e “Prosas profanas”, ambos em 1896. Este último foi recebido com verdadeiro fervor pola nova xeraçón; foi imitádo ao largo e ao ancho de todo o continente, tanto polo seu atrevido linguáxe, cheio de extanxeirismos e de exotismos, como também pola sua audácia métrica: disonâncias, asimetrías, ritmos internos e maneirismos que resultabam extraordinariamente orixinais. Exótico, nostálxico e cosmopolita, o libro foi atacado em Buenos Aires por Paul Groussac, mas Darío non se desanimou por isso e publicou unha edicçón aumentada em París, em 1901. Continuou a viaxar por França, Inglaterra, Austria e Alemanha, e em 1905 publicou em Madrid “Cantos de vida y esperanza”, libro importânte no qual se volta para sí mesmo e ao mesmo tempo está mais interessado em acontecimentos políticos e sociais. A sua visón pessoal resulta mais madura e o seu estilo menos ecléctico. Com um sentido da vida quase oriental, a sua deificaçón do artista resulta mesmamente absolucta. Regressou a Nicaragua depois de dezoito anos em 1906. “El canto errante” (Madrid, 1907) reforçou o seu prestíxio. Seguirom aparecendo com regularidade novas obras: “Poema del otoño y otros poemas” (Madrid, 1910) e “Canto a la Argentina y otros poemas” (Madrid, 1914), um dos seus melhores libros: nele está plasmádo o fruto da sua experiência pessoal e alcançou um estilo raro e particular. Disolucto, relixioso, solitário, às vezes cínico e outras vezes infantil, Darío resulta demasiádo complexo para ser definido em breves palábras. A. Méndez Plancarte reuníu as suas: “Obras completas” (Madrid, 1971, dous volûmes) e as “Poesías completas” (Madrid, 1952).
DAMIRÓN, Rafael (1882-1956). Poeta, autor teatral e novelista dominicano. “Del cesarismo” (1911) trata da história política contemporânea, mas o autor alcançou a fama com as seguintes novelas e quadros de costûmes: “El monólogo de la locura” (1914), “La sonrisa de Concho” (1921), “¡Ay de los vencidos!” (1925), “Estampas” (1938), “La cacica” (1944), estudo psicolóxico de unha mulher ruda e poderosa, “Hello Jimmy!” (1945) e “Canciones de antaño” (1946). As suas obras de teatro, de tendência realista, non resultarom tán exitosas: “Alma criolla” (1916), “Como se cae la balanza”, “Mientras los otros rien” e “La trova del recuerdo” (1917). Em “Pimentones” reuníu os seus artígos xornalísticos (1944).
DALTON, Roque (San Salvador, 1935-1975). Poeta salvadorenho. Estudou dereito nas universidades de El Salvador, Santiago de Chile e México. Em 1955 ingresou no partido comunista salvadorenho e desde entón a sua obra literária e a sua militância política correrom paralelas. Foi encarcerádo várias vezes e acabou exilando-se em México, Checoslováquia e Cuba. Em México publicou o seu primeiro libro de poemas, “La ventana en el rostro” (1961). Foi representante do Partido Comunista Salvadorenho em Praga, e com este cargo viaxou polos países do Este. Abandonou o partido e integrou-se na guerrilha, dentro do Frente Revolucionário del Pueblo (FRP). Foi membro do comité de colaboraçón da revista cubana “Casa de las Américas” e publicou em La Habana grande parte da sua obra: “El turno ofendido” (1963) e “Los testimonios” (1964), entre outras obras. “La taberna y otros lugares” é sem dúvida o seu libro mais importânte. Nele entrecruzam-se as diversas influênças que Dalton recebeu na sua literatura: o realismo socialista e o surrealismo, o prosaísmo e a eufonía, o testemunho colectivo e o eu poético. Obra complexa e alonxáda do panflecto, “La taberna” é um dos monumentos da poesía centroamericana contemporânea. Dalton escrebeu também estudos políticos como “¿Revolución en la revolución?” (1970). “Las historias prohibidas de Pulgarcito” é unha orixinal mistura de poesía, narraçón e autobiografía, que non logra superar “La taberna”, apesar da sua ambiciosa construcçón técnica. Postumamente víu a luz “Pobrecito poeta que era yo”, novela com toques autobiográficos. Em 1975 o FRP decidíu executar a Dalton, sobre a base de unha acusaçón de colaborar com o inimigo, ainda que nunca forom aclarados os feitos do crime.
DALÍ, Salvador (Gerona, 1904). Pintor e escritor catalán, que se uníu ao movimento surrealista em 1929 e inventou o “método paranoico-crítico”, que segundo R. Melville consiste no uso calculado da ilusón e a alucinaçón, para converter os obxectos da vida real na iconografía dos desexos e dos temores. Este método era contrário ao “automatismo surrealista”. A sua fama começou a extender-se a partir dos anos trinta com obras como “La persistencia de la memoria”, que hoxe pertence ao Museo de Arte Moderno de Nova York. O seu primeiro libro importânte foi unha autobiografía, “La vida secreta de Salvador Dalí” (1942), seguida de “Journal d’un génie” (París, 1964). A sua imáxem de “enfant terrible”, alimenta-se de declaraçóns chocantes, tales como “renégo de tudo o anteriormente feito por mim” (1951). Os xuízos que lhe merecem os seus contemporâneos, aparecerom nunha ediçón bilingüe (francês-inglês), “Dalí on modern art: the cuckolds of antiquated modern art” (Londres, 1958). Fixo também dous filmes extraordinários com Luis Buñuel: “Un perro andaluz” e “La edad de oro”, que aportou um ar fresco no ambiente intelectual, mais bem enquilosado naqueles anos. A sua aportaçón mais importânte à literatura foi “Rostros ocultos” (Barcelona, 1952). A heroína da novela, a senhora Solange de Clèda, amante mística e física do conde Hervé de Grandsailles, personáxe basado no marqués de Sade. Os feitos som narrados dentro de unha atmôsfera de sonho e irracionalidade, na que os elementos principais som o erotismo, a maxía, os pesadelos e a violência.
DACARRETE, Ángel María (1827-1907). Poeta. Foi discípulo de Lista. Conheceu a Bécquer e convertíu-se no seu mais importânte precursor, ao misturar elementos alemáns com espanhois, “la soleá” com o “lied”, ademais de ter composto a estrofa “becqueriana” de um eptasílabo ou, às vezes de um pentasílabo. Foi colaborador de “La América”, fundada em 1857, e na que colaborarom também Campoamor, Eulogio F. Sanz e Castelar. O ar angloxermánico da revista compracía a Dacarrete, que fazia excelentes imitaçóns de Heine, ao tempo que criába unha obra mais pessoal. As “Sus Poesías” aparecerom depois da sua morte (1906).
DABOVE, Santiago (1889-1949). Contista arxentino cuxa obra foi publicada por primeira vez, na “Antologia de la literatura fantástica” (1940) editada por Borges, Bioy Casares e Silvina Ocampo. O seu libro “La muerte e su traje”, colecçón de contos, quedou inédito por desexo do autor, ainda que cedeu à petiçón de publicar algunhas narraçóns em revistas literárias. Talento orixinal e audaz, criou narraçós de loucura, terror, viàxe no tempo (“El experimento de Varinsky”) e metamorfose (“Ser polvo”). Amigo de Macedonio Fernández e de Borges. O retracto que fai do tipo psicótico resulta demasiádo convincente para ser obxecto de unha leitura pracenteira, mas o seu estilo non carece de humor. Descrebe os pesadélos com cuidadoso esmero.
CHUMACERO, Alí (Acaponeta, Nayarit, 1918). Poeta e crítico mexicano. Foi influído pola obra de Octavio Paz e de Xavier Villaurrutia. É o membro mais sobranceiro do grupo de poetas de “Tierra Nueva”, revista que deu nome ao grupo e que se editou de 1940 a 1942. Este grupo reuníu a J. Cárdenas Peña, J. González Durán, e Manuel Clavillo, entre outros. Como os seus antecessores do grupo os “Contemporáneos”, considerarom a poesía como um fim em sí mesma, sem ter que aportar unha carga de menssáxe ou moral social. Os libros de Chumacero mostram unha gradual aprofundizaçón e severidade na expressón; os seus temas som o desexo, o amor, a solidón e a morte. “Páramo de sueños” (1944), “Imágenes desterradas” (1948) e “Palabras en reposo” (1956) som alguns dos seus títulos mais significativos. Editou e prologou a obra de Ángel del Campo, “Micrós”, Xavier Villaurrutia e Alfonso Reyes. É coautor da excelente antoloxía “Poesía en movimiento.” México 1915-1966, em colaboraçón com Octavio Paz, José Emilio Pacheco e Homero Aridjis (México, 1966).
CHAVES, Fernando (Otavalo, 1902). Novelista equatoriano. Foi director da Biblioteca Nacional de Quito. Escrebeu as novelas “La Embrujada” (Quito, 1923) e “Plata y bronce” (1927) mentras exercía de maestro rural. A importância destas obras radica em que som as primeiras escritas no Equador e som modelo do qual se servirá Jorge Icaza, para escreber a sua muito mais ambiciosa novela “Huasipungo”. Chaves non tratou ós indígenas equatorianos como a elementos de tipo pintoresco e folklórico, senón como elementos muito importântes do desarrolho da sua naçón e um problema político digno de ser estudado. Em “Plata y bronce”, Raúl, um home de raza criolha, enamora-se e seduce a unha xovem indígena. A posterior vingança dos indios, non se basa só nesse incidente, senón nos séculos de exploraçón da sua raza polos caciques e os latifundistas. O assunto converte-se na gota que desborda o copo e que desencadeia a violencia. “Escombros” (1958) resulta totalmente diferente da obra anterior de Chaves, tanto no tema como no estilo e na actitude. O indignado defensor do “indigenismo” dá passo nesta novela ao desencantado home de mundo. Perpetua, unha mulher encantadora mas inescrutábel, viáxa com um home que a adora, mas que permanece tán distante como ela. Alguns passaxes da novela, descendem, ainda que lonxanamente dos diálogos socráticos. Desenrrola-se dentro de unha atmôsfera outonal de solidón e de esterilidade.
CHANGMARÍN, Carlos Francisco (Caserío de Leones, Veraguas, 1922). Poeta e contista panamenho, que foi também famoso pintor, autor de cançóns populares e fotógrafo professional. Os seus contos de “Faragual” (1961), mostram o destino e a traxédia da xente do campo de Veraguas. A sua poesía está reunida em “Punto e Llanto” (1948) e “Poemas corporales” (1956).
CHAMPOURCIN, Ernestina de (Victória, 1905). Poeta. Casou com o poeta Juan José Domenchina, e depois da guerra civil espanhola viaxou para México com el. Alí, em colaboraçón com outras mulheres escritoras, entre elas Nuria Balcells, fundou a revista “Rueca”. As suas orixens vascas evidencíam-se através de toda a sua obra. A influência de Juan Ramón Jiménez, em câmbio, passa a ser quase imperceptíbel nos seus últimos títulos. A sua temática acostuma a ser o amor e a “mística”. Publicou “En silencio” (1926), “Ahora” (1928), “La voz en el viento” (1931) e “Presencia a oscuras” (1952) entre outros. Traducíu a Elizabeth Barrett-Browning e a Emily Dickinson, assim como a Gaston Bachelard. A sua única novela, “La casa de enfrente” (1936), é interessante pola maestría com que dibuxou a personáxe de Elena.
CHACEL, Rosa (Valladolid, 1898). Novelista. Passou vários anos em Itália estudando arte. Antes da guerra civil tinha-se forxado unha pequena reputaçón literária com a novela “Estación, ida y vuelta” (1930), antecedente importânte das obras do “nouveau roman”, e com os sonetos de “A la orilla de un pozo” (1936). Depois de 1939 emigrou a Buenos Aires e viviu um par de anos em Nova York. Regressou a Espanha brevemente e depois passou unha larga temporada em Rio de Xaneiro. A sua obra narrativa foi practicamente desconhecida em Espanha, até aos anos setenta. Em Barcelona foi reimpresa “La sinrazón” (1970, Buenos Aires, 1960), que veio a ser o primeiro tomo das suas “Obras completas”, que mostram unha boa evoluçón desde a sua “Teresa” (1941), excessivamente pintoresca, que trata da vida de Teresa Mancha, amante de José de Espronceda. A heroína das “Memorias de Letícia Valle” (Buenos Aires, 1945), é unha nena de onze anos, que seduce a um home casado. “Sobre el piélago” (Buenos Aires, 1952) reúne alguns dos seus contos. Em 1976 publicou “Barrio de Maravillas” e uns anos depois “Novelas antes de tiempo” (1981).
CHABÁS MARTÍ, Juan (Denia, Alicante, 1898-1954). Novelista e poeta. Foi professor de literatura em Genoa e, depois da guerra civil, em Cuba. “Espejos” (1920) é um libro muito temperám, influenciádo por Juan Ramón. As suas novelas, influenciádas por Gabriel Miró, forom descriptas por Eugenio de Nora como cheias de um “lirismo psicolóxico”. Som “Sin velas, desvelada” (Barcelona, 1927), “Puerto de sombra” (1928) e “Agor sin fin” (1930). “Fábula y vida” (1955) é unha colecçón de contos, e “Vuelo y estilo” (1934), de ensaios.