
COSTUMBRISMO. Chama-se assím em literatura à atençón especial que se dá ao retracto das costûmes e maneiras de vida que som características de unha rexión ou de um país. A corrente que tende ao “costumbrismo” esteve pressente na literatura espanhola desde o “Siglo de Oro” e ainda antes, por exemplo nos mais antigos entremeses de Cervantes ou nas suas “Novelas ejemplares”. A sua relativa importância cresceu nos séculos XVIII e XIX, sobre tudo com os chamados “cuadros de costûmes” e com os versos recitados no interválo das obras teatrais. Neles, a atmósfera social incrementou a sua importância, antes concedida únicamente ao argumento da obra. A grandes rasgos, pode-se dividir o xénero em duas tendências: “a neutral” ou filosófica e a “satírica” ou política, que podemos exemplificar com “Cartas del pobrecito holgazán” de Sebastián de Miñano (1820). Artígos xornalísticos com um costumbrismo incipiente apareceron no “El Pensador” de Clavigo y Fajardo e outros xornais. A culminaçón do xénero deu-se com “Los españoles pintados por sí mismos” (1850). Os escritores mais representativos do “costumbrismo” forom Fernán Caballero (pseudónimo de Cecilia Böhl de Faber) com os seus “Cuadros de costumbres” (1857) situados em Andalucía; Pedro Antonio de Alarcón em “Cosas que fueron” (1871), também âmbientada na Andalucía e em que demostra unha grande habilidade para resaltar o individual e o característico da España rural; e José María de Pereda, quem nas “Escenas montañesas” (1864) inicia a série de novelas nas que a paisáxe santanderina e o home das serras, serán protagonistas da acçón novelesca. Também costumbristas som Mariano José de Larra, Serafín Estébanez Calderón e Ramón de Mesonero Romanos. O movimento tivo grande importância no desarrolho da novela rural em España e Hispanoamerica.
OXFORD
