
Roma é a cidade “Loba”, “Caput Mundi” ou “Cittá quase-eterna”. O melhor sítio para viver, segundo afirmaba um gringo, mas recomendaba retirar antes todos os romanos. A lenda da fundaçón da cidade, resulta monstruosa para unha pessoa de bom gosto. Unha Vestal foi enterrada viva, e os seus dous filhos abandonados às feras. Na “História da Capital do Mundo”, os dous nenos forom criádos por unha loba maternal, melhor que muitos humanos, e um dos “enfants terríbles” nascidos neste âmbiente de violências, matou o outro em lutas polo poder, o bom e o mau, o belo e o feio, o agradábel e o funesto, unha cidade com duas caras. Unha explêndida e outra desordenada, ruidosa, contaminada e decadente. Roma non necessita recorrer a macábras exhibiçóns, porque tem tanto que ver e admirar, que fascina e cautiva. Os romanos, vivem e amam a vida com paixón, xesticulam constantemente, lançam acerados insultos e levam no seu sangue a arte de sacar proveito a tudo. A estéctica e a representaçón dramática, fán de cada italiano um Divo da Ópera ou do Belcanto, um actor, um poeta e um xénio em potência. James Joyce, afirmaba que os romanos, com tal de ganhar dinheiro, som capazes de ensinar aos turistas, prévio pago, até a mômia da sua avó. Um bom par de zapatos e pernas longas, esquecer o caos da circulaçón, a suxidade das ruas, os carteiristas, os transportes públicos, sempre dotados de um mixto de amor e contrastes. Esquecer os proberbiais maus gobernos, em Roma nada funciona, é como unha meretrix feliniana, maternal, abundante, carinhosa e possessiba.

Os romanos som muito supersticiosos, acreditam igual que os exípcios, que os gatos dán boa sorte e adoram-nos. Aparte disto, Roma está poboáda por fantasmas, espíritos, que deâmbulam polos lugares que habitárom, ou onde morrerom. O fantasma de Dona Olímpia, que muitos dos habitântes do bairro, aseguram habêla visto em noites de bebedeira. Também o phantasma de Lucrécia Borgia, terríbel dama devoradora de homes, non pola boca certamente, costûmaba aparecer xunto do pátio de San Damaso, onde tinha a censurábel manía de os atirar a unha cisterna. ¡¡Histórias de xente maluca!! A Roma clássica em torno ao Coliseo, o Foro, as Termas de Caracalla. Vila Borghesse, o Trastevere (é como um grande mercado), os xelados Fassi, unha das mais velhas casas, é tán fundamental como a mesma “La pasta”. A “Capela Sixtina”, a “Fontana de Trevi”, “Piazza del Popolo”, “Piazza de Spagna”. “La Dolce Vita”, a xente encontra-se na ceia, nunca no xantar, porque o madrugar senta mal. Sábe-se quando começa, mas, nunca quando termina, de feito, nunca acaba, sempre se apráza temporalmente o seu fím definitivo. Depende das ganas que haxa de falar.

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