
“Super-homem” é a traduçón mais comum do termo “Übermensch”. O prefixo “über” significa “sobre”, e o substântivo “Mensch” faz referência ao “ser humano” em xeral, tanto masculino como feminino. Assim, o “Übermensch” non designa unha espécie de “Super-homem”, mas refere-se literalmente a alguém que está acima ou para além da simples humanidade, um ser supra-humano, ultra humano, transumano. O “super-homem” non é propriamente um indivíduo, nem um grupo de indivíduos concreto, mas um estádio superior da humanidade. Para termos unha ideia do seu afastamento, Zaratustra diz-nos que a distância que existe entre o homem e o super-homem, é a mesma que há entre o macaco e o homem. Os nossos antepassados, os símios, parecem-nos “um motivo de troça ou unha vergonha dolorosa”, e isso mesmo pensará o super-homem de nós. Zaratustra non vê os seres humanos como filhos de Deus, mas como “fragmentos do futuro”. Aos seus olhos, o mais valioso que há no homem encontra-se precisamente em ser “um trânsito e um ocaso”, “unha ponte e non unha meta”, “unha corda estendida entre o animal e o super-homem”. O humanismo nietzschiano é radicalmente anti-humanista: devemos amar o home só na medida em que nos conduzirá ao super-homem, como unha escada que podemos deitar fora depois de subir por ela. No capítulo “Das três transformaçóns”, Zaratustra dá-nos pistas do caminho rumo ao super-homem. Ali nos conta que o homem se comporta, em primeiro lugar, como se fosse um camelo, inclinando-se para suportar um grande peso, o peso da obediência a Deus e às normas morais. É um animal que possui certa grandeza, xá que despreza as tarefas fáceis e se pôe à proba carregando com o deber, mas a sua natureza é ainda demasiado submissa. Por isso, o camelo transforma-se em león, um animal que substitui o “tu debes” da lei moral pelo “eu quero” da lei da sua vontade. É um nihilista activo, um espírito que sente o “prazer da destruiçón” da ordem estabelecida. A sua liberdade é unha “liberdade de”, mas ainda non é unha “liberdade para”: libertar-se dos valores herdados, mas ainda non tem a capacidade de criar novos valores. Por este motivo, o león transforma-se finalmente nunha criança, alguém que brinca sem preconceitos nem preocupaçóns, um espírito que inventa incessantemente novos xogos e novas regras de xogo, “unha roda que se move por si mesma”. O eterno retorno faz parte do seu metabolismo: quando acaba de brincar, grita entusiasmada: “Outra vez, outra vez!”. O super-homem é o filósofo-criança. Alcançou a maturidade, isto é, “reencontrou a seriedade que tinha, em criança, quando brincaba”. A única lei a que obedece é a da sua própria vontade. Sempre atento aos seus instintos, nele se encontram a dureza e a axilidade, a determinaçón e a inocência. A vida é para ele unha experiência contínua. É o filósofo-artista que faz de si mesmo unha obra de arte. Um pintor que utiliza todo o espectro de cores do humano. O super-homem conquista constantemente “a grande saúde” física e intelectual e constantemente a entrega, como unha árbore que dá flores e as deixa murchar pouco depois. A sua interioridade é como um pote transbordante de mel. Situado “para além do bem e do mal”, non está domesticado pola moral cristán. É egoísta, mas com o “egoísmo sáno e saudábel que brota de unha alma poderosa”.
TONI LLÁCER