
Seguindo este plano, começou a redixir as famosas “As Provinciais”. Tenhem este nome, supostamente, teríam sido escritas por um cidadán comum da capital que desexaba contar a um amigo da província as disputas que estavam a acontecer na Sorbonne. As cartas estavam assinadas com um pseudónimo, “Louis de Montalte”, e foram impressas de forma clandestina. Enquanto se editavam, Pascal teve o cuidado de mudar de morada: desta forma, se as cousas se descontrolassem tería mais oportunidade de fuxir. As três primeiras cartas estám dirixidas contra a Sorbonne e os seus doutores. Com elas, Pascal quería deixar claro que ao se atacar pessoalmente Arnauld era porque se evitaba a questón de fundo: a concepçón que os jansenistas tinham sobre a graça divina; e se estavam a axir desta forma era porque os doutores da Sorbonne sabiam muito bem que a concepçón jansenista coincidia com a opinión de Santo Agostinho, e escolher esse caminho (que, na sua opinión, sería o mais xusto, em vez de se dedicarem a fazer acusaçóns de carácter pessoal) colocá-los em apuros, xá que Santo Agostinho era um dos Padres da Igrexa. A resposta do poder à publicaçón destas cartas non se fixo esperar: Arnauld foi expulso da Sorbonne, as escolas de Port-Royal foram encerradas, e os impressores forom procurados e detídos. Os xesuítas enfurecidos, e seguros do seu poder, pedirom a Roma que impuxésse unha condenaçón exemplar. Por isso, nas seguintes cartas, Pascal dirixirá o seu ataque directamente contra os xesuítas, aos quais acusa de promover unha concepçón frouxa da moral cristán, dando primazia à liberdade individual e afastando-se da concepçón augustiniana da graça. Nas cartas posteriores, da décima primeira à décima sexta, Pascal deixa de atacar a moral frouxa dos xesuítas para lançar sobre eles a dura acusaçón de que o seu comportamento revela que a única cousa que lhes importa é alcançar os cargos de poder sem se preocuparem com o seu custo. Depois do ataque contra os xesuítas, Pascal dirixe directamente as suas críticas ao Padre Annat, confessor do rei Luís XIV, mas desta vez utiliza na sua carta um tom mais reflexivo e grave, tentando convencer as autoridades de que acusar o jansenismo de heresia non só é desproporcionado como rambém inxusto. Como xá referimos antes, as doutrinas jansenistas remetiam directamente para Santo Agostinho e para a sua concepçón da graça e do pecado orixinal. Por isso, os seguidores de Port-Royal sentiam-se muito seguros sobre a sua pertença à ortodoxia da Igrexa Católica de Roma. Acreditavam naquilo que lhes tinha ensinado um dos principais Padres da Igrexa, e isso, de forma algunha, podia ser considerado heréctico.
GONZALO MUÑOZ BARALLOBRE