
CARO, Rodrigo (Utrera, 1573-1647). Arqueólogo, antiquário e poeta menor. Foi um dos primeiros espanhois que investigaron os monumentos históricos e as ruínas em Espanha, com métodos que se relacionam xá com os utilizados modernamente. Depois do breve estudo “Santuario de Nuestra Señora de la Consolación, y antigüedad de la villa de Utrera” (Osuna, 1622), publicou “Antigüedades y principado de la ilustrísima ciudad de Sevilla y corografía de su convento jurídico, o antigua cancillería” (Sevilla, 1634), obra muito importânte no seu tempo. Escrebeu também “Varones insignes en letras naturales de la ilustrísima ciudad de Sevilla” (Sevilla, 1915) e um volûme de correspondência (ed. S. Montoto). Em quanto à sua poesía, seguíu o modelo de Fernando de Herrera, mas non o seu gongorismo. Entre os seus poemas destacamos “A la villa de Carmona”, em silva; “Silva a Sevilla antigua y moderna”, primeiro publicada em 1634 e editada depois por M. R. Martínez em 1947. É recordado polo seu tán citado “Canción a las ruinas de Itálica”, num princípio atribuída a Francisco de Rioja, que trata das reflesóns que essas ruinas, situadas tán perto da cidade de Sevilla, suscitárom no poeta. Os versos resultam sem dúvida impecábeis, no referênte à técnica, mas falta forza e inspiraçón poética. As suas “Obras” (1883-1884, dous volûmes) inspiráron a Menéndez y Pelayo um interesante ensaio.
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