CARDONA PEÑA, Alfredo (San José, 1917). Poeta e crítico costarricense. Exiliádo em México em 1928. Está considerádo o melhor poeta da xeraçón de 1940. Escrebeu “El mundo que tú eres” (México, 1944), “Poemas numerales (1944-1948)” (Guatemala, 1950) e “Zapata” (México,1954). O seu último estilo é mais libre em quanto à rima e ao metro; os seus temas som o passado histórico e lexendário dos pobos americanos e tínxe-se com o ténue chauvinismo tán típico de alguns poetas hispanoamericanos. Ganhou o Premio Centroamericano de Poesía (Guatemala, 1948) e o Premio Interamericano de Poesía (Washington, 1951). A sua crítica literária reuníu-se em “Pablo Neruda y otros ensayos” e “Semblanzas mexicanas” (ambos México, 1955).
CARDONA, Jenaro (San José, 1863-1930). Poeta e novelista costarricense. A sua novela “El primo” (1905) foi a primeira novela costarricense de costûmes que atacou a alta sociedade da Costa Rica ao final do século XIX e princípios do XX. O seu outro românce “La esfinge del sendero” (Buenos Aires, 1916; reed., San José, 1970), que afronta o problema do celibato dentro da Igrexa católica, com bastante penetraçón psicolóxica e unha boa dose de ironía. Os seus contos forom reunidos em “Del calor hogareño” (1929).
CARDENAL, Ernesto (Granada, 1925). É um dos poetas mais importantes de Nicaragua. Depois de estudar na Universidade de Columbia, passou algúm tempo em Nicaragua e México. Cardenal voltou para os Estados Unidos em 1957, onde ingresou no mosteiro trapense do poeta Thomas Merton. Deixou constância do seu retiro naquel lugar em “Gethsemani”, Ky. (1961). Por esses anos publicou também “Hora 0” (México, 1960) e “Epigramas” (México, 1961) que, polo contrario, som agudas sátiras e agrias denuncias da corrupçón dos gobernos hispanoamericanos. Nestes dous libros figuram também alguns dos mais belos poemas de amor de Cardenal, escritos baixo a influênça dos poetas clássicos, especialmente de Catulo. A força expressiva de Cardenal reside no equilibrio que logra entre os elementos contemplativos e os activos dentro da sua poesía. A pesar de que se percebe a influênça de Pound, Eliot, William Carlos Williams e outros poetas, a sua é unha voz orixinal e autêntica que pode comparar-se com Neruda, ainda que muito diferênte deste noutros aspectos. Segundo J. M. Oviedo, a força da sua poesía reside em fazer-nos pensar que a história de América é unha profecía, que a sua utopía existíu unha vez e que signos recentes anûnciam que se encontra no meio da hecatombe. Cardenal levou a cabo unha experiência criativa a nível artesanal, e cultural em xeral, na ilha nicaragüense de Solentiname, onde organizou ao pobo em talheres que producíam artesanías, ao mesmo tempo que aprendíam a comprehender textos de Marx e da Biblia. A comunidade foi acabada pola polícia de Somoza e em grande parte foi masacrada. Cardenal exiliou-se novamente e ao rebentar a revoluçón sandinista solidarizou-se com ela. Actualmente forma parte do goberno do seu país, como ministro de Educaçón e Cultura. A sua “Antología” (Buenos Aires, 1971) reúne poemas novos e bastântes das primeiras épocas: “Salmos” (Medellín. 1964; ed. def., Buenos Aires, 1969); “Oración por Marilyn Monroe y outros poemas” (Medellín, 1965); “El estrecho dudoso” (Madrid, 1966) e “Vida en el amor” (Buenos Aires, 1970). Logo publicou o poema extenso “Homenaje a los indios americanos” (León, Nicarágua, 1969), o inspirado “En Cuba” (Buenos Aires, 1972), no qual Cardenal reconhece alguns erros do goberno cubano, mas acredita encontrar-se alí o novo home irmán do seu irmán; o “Canto nacional” (México, 1973), que continúa a tradiçón do nerudiano “Canto general”, e o “Oráculo sobre Managua” (1973). Em 1975 apareceu “El evangelio en Solentiname”.