AS MEMÓRIAS DE MANUEL DA CANLE (125)

¡¡OH AMIZADE!!

Desde alá, quando queres nos sinálas,

ó xusta paz, coberta com um véu.

Por quem às vezes, se trasluce o céu,

de boas obras, que no fundo forom malas.

.

Deixa o Céu. ¡¡Oh Amizade!! Non o permitas,

que o engano se vista com a sua librea,

com que destruia a intençón sincera.

Que se as tuas aparências non lhe gustan,

presto há de verse o mundo na pelea,

da discorde confusón primeira.

MANUEL CALVIÑO SOUTO

Deixar un comentario