
BERTRANA, Prudenci (Tordera, 1867 – 1941). Novelista, xornalista e autor teatral catalán. Estudou o “bachillerato” em Gerona e em 1855, realizou um curso de enxenharia industrial em Barcelona. Por volta de 1890, retornou a Gerona, onde se casou e teve de dedicar-se à pintura – que tinha sido a sua grande paixón da infância – para ganhar a vida. Ali, entrou em contacto com os círculos literários da cidade e publicou as suas primeiras novelas: “Josafat” (1906), ambientada na catedral de Gerona e na qual aparecem elementos naturalista e também do decadentismo; “Nàufrags” (1907), na que descrebe a paixón que sente um sacerdote pola sua prima, e “Tieta Claudina” (publicada em castelán em 1910, baixo o título de “Ernestina”, e em catalán em 1929), novela de folhetín. Em 1911, instalou-se definitivamente em Barcelona, onde dirixíu “L’Esquella de la Torratxa” e “La Campana de Gràcia”. Também escrebeu libros de narraçóns, entre os que destacam: “Crisàlides” (1907) e “Proses bàrbares” (1911). Em 1925 publicou unha das suas obras mais ambiciosas, “Jo! Memòries d’un metge filòsof”, cuxo protagonista é um ser inadaptado, polas constântes frustraçóns de non ser um “superhome”. Escrebeu, ainda por cima unha triloxía autobiográfica: “Entre la terra i els núvols” (L’hereu, 1931); “El vagabund”, 1933; “L’impenitent” (1948). As suas obras teatrais resultam menos interesantes: “Enyorada solitud” (1917), “Les ales d’Ernestina” (1921), etc…
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