Arquivos diarios: 29/04/2022

ESCRITORES HISPÂNOS (MARIO BENEDETTI)

BENEDETTI, Mario (Paso de los Toros, 1920). Novelista, contista, ensaista, crítico e poeta uruguaio. Resuscitou em 1948 a revista “Marginalia”, que tinha deixado de publicar-se, e que na sua nova etapa logrou sair até ao ano seguinte. As suas novelas e os seus contos tratam xeralmente da vida menor das oficinas e das ruas de Montevideo, nos quais esboça laconicamente momentos triviais de vidas gastadas pola rutina e a quotidianidade. Os seus libros de contos som: “Esta mañana” (1949), “El último viaje y otros cuentos” (1951) e “Montevideanos” (1959). Entre sus novelas podemos mencionar “Quién de nosotros” (1955), sobre as diferêntes perspectivas de um triángulo amoroso; “La tregua” (1960), unha das novelas mais populares em América pola sua ternura e sinxeleza narrativa; “Gracias por el fuego” (1965), de maior complexidade estructural e “Primavera con una esquina rota” (1982), na qual narra os diferêntes desgastes que produzem o exílio e a prisón num preso político uruguaio, o seu melhor amigo, a sua esposa, o seu pai e a sua filha. A sua poesía oscila entre a fantasía privada e a visón política comúm em círculos intelectuais hispanoamericanos (contra os Estados Unidos e em favor de Fidel Castro) em “Contra los puentes levadizos (1967), que amplía a temática de “Poemas de la oficina” (1956); reeditada com ilustraçóns do pintor portorriquenho A. Martorell, México, 1981), “Noción de la patria” (1963) e “Poemas de otros” (México, 1978). A sua crítica literária reflexa unha vivaz e antierudicta actitude frente à literatura em “Literatura uruguaya siglo XX: ensayo” (1963; ediçón âmplificada 1969), “Letras del continente mestizo” (1967) e “El escritor latinoamericano y la revolución posible”. Publicou também “El ejercicio del criterio”, “Viento del exilio”, “El recurso del supremo patriarca”, “Inventario”, “Letras de emergencia” e a obra teatral “Pedro y el capitán”.

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ESCRITORES HISPÂNOS (JACINTO BENAVENTE Y MARTÍNEZ)

BENAVENTE Y MARTÍNEZ, Jacinto (Madrid, 1866-1954). Dramaturgo ao qual é atribuída a revitalizaçón do teatro espanhol de finais do século XIX e princípios do XX, despois dos melodramas de intriga que puxo de moda Echegaray e nos que se tinha estancado este xénero. Ingresou na Universidade de Madrid em 1882 para estudar dereito, mas abandonou os estudos à morte do seu pai, dedicando-se aos viáxes, a escreber e a ler. Durante unha temporada foi empresário de um circo que chegou até à Russia. O seu conhecimento directo de diferêntes tipos de sociedade em vários lugares -especialmente da alta sociedade- deu-lhe abundante material para a sátira social que practicaba, sobre tudo no início da sua carreira como autor teatral. A sua obra de mais envergadura, “El nido ajeno” (escenificada por primeira vez em 1894), era demasiado crítica para poder ser aceitada polo público. Polo contrário, em “Gente conocida” (1896) a crítica torna-se quase inóqua e permíte-lhe usar personáxes que se autocriticam por cinismo, inmoralidade e corrupçón, mas sem chegar a moralizar xamais. A obra tivo um grande êxito e lanzou Benavente a unha carreira dramática que mudou o teatro de artifício e intriga anterior num teatro preocupado polo social e pola consciência dos individuos. O seu bom gosto e elegância borrarom das escenas aos personáxes vociferantes, personáxes que antes del estabam de moda. “En la noche del sábado” (1903), Benavente começou a incluir nas suas obras a toda a decadente sociedade europeia, desde os d’arriba até aos mais humildes. Foi um autor prolífico, de variábel qualidade. A sua obra numero 53 “Los intereses creados” (1907), probabelmente sexa a sua melhor obra. Nela non vacila em parodiar com máscaras a realidade, tomando e combinando elementos da comédia del arte e do teatro mais convencional. Benavente fundou também o “Teatro de los Niños” em 1909. Algunhas das suas obras mais interesantes están dirixidas ao público infantil, como por exemplo a sua excelente “El príncipe que todo lo aprendió en los libros” (1909). Benavente exercéu também o xornalismo durante muitos anos para “El Imparcial”, diário no qual colaborou de 1908 a 1912. Nesse ano foi elexído membro da “Real Academia Española”. Durante a primeira guerra mundial, Benavente defendéu a postura alemán, como fixo a maioría do clero e do exército e também a aristocrácia em Espanha. As suas obras teatrais forom tornando-se extremadamente conservadoras. Muitos intelectuais começarom a atacá-las, tanto polo seu estilo como polo seu tendencioso contído, por exemplo, Ramón Pérez de Ayala nunha série de artígos, que reunío baixo o título “Las máscaras” (1917-1919), 2 volûmes). Disgustado por estes ataques, Benavente abandonou a escritura de 1920 a 1924. Em 1922 recebeu o “Prémio Nobel” e foi homenaxeádo duas vezes pola cidade de Madrid em 1924, a raíz da estreia da sua obra “Lecciones de un buen amor”. Durante a guerra civil espanhola viveu apartado de tudo na cidade de Valencia e continuou a escreber, até que em 1945 chegou a sua obra número 150, “Nieve en mayo”. Em total chegou a escreber 172 obras de teatro, três delas durante o ano anterior à sua morte, ademais de “Cartas a una mujer” (1893, três volûmes), “De sobremesa” (1910-1916, seis volûmes), “Versos” (1893) e as suas fascinantes “Recuerdos y olvidos: memorias” (1962). O seu “Teatro” foi reunido em 1903-1930 em 38 volûmes.

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