
Ignoro quais seriam os métodos do “Jacho” para namorar na sua terra, mas estaba furioso com a ideia de que na Academia, “Aprenda alemán, ligue seguro”, lhe tinham mudado a personalidade. Para pior! O feito de que eu, Sebastián Villegas Zapata, tivéra participado na Academia, non me afasta de afirmar, que esta era o “timo da estampita”, do “tocomocho” e do “nazareno”, todos xuntos. Mas, há que reconhecer, que estaba bem montado. Aprender alemán era razoábel e podía servir para muitas cousas. “Ligue seguro” era um reclamo para tontos. Participei na Academia porque era amigo da “banda” e socio informal de Quim Cuixart: este mandába-me ao bar do San Carlos clientes de outros hoteis, e eu mandába-lhe manádas de turistas para que lhe organizá-se excursóns; el arranxá-ba as “capeas” e eu daba clásses de tauromáquia; el apropriába-se das ganâncias e a mim dava-me um estipêndio por “capea” (que era mais que aceitábel, ainda que, comparado com o dinheiral que se movía, parecía unha miséria.) Chamarom-me para que participára também nas clásses de “ligue”, non como alumno, senón como professor por libre, sem perxuízo de assimilar algunhas ensinânças. A filosofia da Academia, era muito razoábel: afinar estratéxias, as alemáns aquilatabam muito depois dos primeiros tempos e, ainda que só fora por uns dias, non se liavam com qualquera; se vinham emparelhadas, non era cousa de trocar um macho alemán liberado e esperto, por um macho espanhol manazas e atropelavirgos. Assim que, num princípio, unha “Academia de Seducçón” non estaba mal pensada. Era sinal que os espanhois comezábamos a fazer as cousas bem, sem “chapuzas” nem improvisaçóns. Mas, da Academia non saírom “Donjuanes”, senón imbecís cabreados. “La banda”, forrou-se nuns meses, um par de anos mais ou menos. E ainda que non muito, a mim também me tocou algo, como professor agregado.
JAVIER VILLÁN E DAVID OURO