
Marx tinha começado um reexame de Hegel nunha obra, “Crítica da Filosofia do Direito de Hegel”, que deixou inacabada; para a mesma obra escreveu unha “introduçón” que publicou nos “Anais”. Neste artigo, de finais de 1843, Marx propón, a partir da situaçón alemán, nada menos que as condiçóns do que chama “libertaçón humana”. Como característica xeral da sua análise destaca o progressivo desvio do olhar para a sociedade civil e a radicalizaçón da ideia de emancipaçón, irreductível xá à emancipaçón política. Vai-se consolidando, pois, a sua tendência para procurar as possibilidades da emancipaçón para além das críticas à relixión e ao estado, apontando a sociedade civil como o lugar que encerra o segredo de todas as formas de alienaçón e misérias ontolóxicas e existênciais dos homes. Neste deslocamento é realçada, precisamente, a insuficiência da crítica filosófica. Quando se compreende que as diferentes formas de alienaçón non tenhem a sua raíz no erro, na ignorância ou na ilusón, ou sexa, em determinaçóns que podem ser combatidas e superadas com a verdade da crítica, quando se entende que a alienaçón está enraizada na vida material, nas condiçóns de existência, entón non resta senón reconhecer que a luta contra a alienaçón tem de incluir a transformaçón da base material onde nasce, cresce e se reproduz, ou sexa, a transformaçón da sociedade civil. A conclusón estratéxica de Marx é coherente: à arma teórica é preciso acrescentar unha arma material, à “arma da crítica” é preciso unir a “crítica das armas”. Esta arma material, novo suxeito da mudança histórica que substitui a Ideia, é o proletariado, que começa a conhecer as suas lutas e a sua funçón productiva. Marx non menospreza a crítica filosófica da relixión, pois “a crítica da relixión é o pressuposto de toda a crítica”, mas entende que foi superada a crítica da relixión como “erro” que a filosofia pode desvelar e corrixir; superou-se a ideia da alienaçón (relixiosa, política ou económica) como mero efeito de consciência que podemos combater com a verdade; superou-se o “erro” de ver a alienaçón como erro, em vez de a ver como o que é, unha forma de ser do home neste mundo, a “verdade deste mundo”: “A relixión é a teoria universal deste mundo, o seu compêndio enciclopédico, a sua lóxica popularizada, o seu pundonor espiritualista, o seu entusiasmo, a sua sançón moral, o seu complemento de solenidade, a razón xeral que a conforta e xustifica. É a realizaçón fantástica do ser humano, xá que o ser humano tem falta de realidade verdadeira. Portanto, a luta contra a relixión é indirectamente unha luta contra esse mundo ao qual dá o seu aroma espiritual”. A relixión non é um acidente do espírito cognitivamente superábel, mas unha forma de existir que expressa ao mesmo tempo a miséria das suas condiçóns de vida real e o confronto possíbel com a realidade da vida: “A miséria relixiosa é ao mesmo tempo expressón da miséria real e protesto contra a miséria real. A relixión é a queixa da dor da criatura, o sentimento de um mundo sem coraçón e o espírito de um estado de cousas embrutecido. “É o ópio do povo”.
JOSÉ MANUEL BERMUDO