ESCRITORES HISPÂNOS (EDUARDO BARRIOS HUDWALCKER)

BARRIOS HUDWALCKER, Eduardo (Valparaíso, 1884-1963). Româncista e dramaturgo chileno. Despois da morte do seu pai em 1889 passou a Lima. Logo de dez anos voltou ao seu país e ingresou na Academia Militar de Santiago, onde foi licenciado em 1902. Regressou a Lima e empreendeu unha fracasada expediçón aos Andes orientais em busca de caucho. Depois de um breve período na zona do Canal de Panamá, trabalhou de 1904-1908 na oficina de unha companhía cuprífera no norte de Chile, onde publicou “Del natural” (Iquique, 1907), a sua primeira novela. Foi secretário, reporteiro, empregado da Biblioteca Nacional, e em 1927 superintendente xeral de bibliotecas, museos e arquivos. Foi ministro de Educación durante o período 1927-1928 até a caída do dictador Ibáñez, ao qual Barrios apoiaba, e mais tarde voltou a ser ministro. Em 1937-1943 foi administrador de unha finca no valle central de Chile. Alí conheceu a personáxe que lhe avería de servir como modelo, para escreber a sua melhor novela “Gran señor y rajadiablos” (1948), situada no século XIX; o libro resulta ambicioso em quanto ao tácito repudio de um naturalismo anterior. Algum crítico assinalou que o seu valor reside na ideia filosófica que expresa. Outras obras suas de importância som os contos. Em “El niño que enloqueció de amor” (1915), a novela urbana “Un perdido” (1918) e a curiosa novela “El hermano asno”, na qual enfrenta a dous franciscanos, o um consciente das tentaçóns da carne, que intenta superar, e o outro, considerado um santo polos seus feligreses, inconsciente das necessidades do seu corpo que, ao final da novela, acaba por cair nas tentaçóns sem o menor control. Outras obras de Barrios de tipo menor som: “Páginas de un pobre diablo” (1923), “Y la vida sigue…” (1925), ademais da novela “Los hombres del hombre” (1950). Barrios escrebeu também obras de teatro: “Mercaderes en el templo” escenificou-se em 1911, mas non foi recolhida nas suas “Obras completas” (1962, dous volûmes) nem no “Teatro escogido” (1947); “Lo que niega la vida” (1913) foi posta em escena em 1914 e “Vivir” em 1916. Nas suas primeiras obras primou a emoçón em perxuíço da razón, mas nas últimas expressou a necessidade de unha autodisciplina para evitar o desbordamento das emoçóns.

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