
BARRIONUEVO, Jerónimo de (Granada, 1587-1671). Poeta e escritor de epístolas. Estudou em Alcalá e em Salamanca. Passou algum tempo com o marquês de Santa Cruz na Italia e logo retirou-se como dignidade para a catedral de Sigüenza. Isto permitíu-lhe escreber ao deán de Zaragoza unha série de epístolas sobre a vida dos seus contemporâneos e sobre as costûmes de Madrid que hoxe tenhem a maior importância como fontes de conhecimento da época. Estas cartas están datadas do primeiro de Agosto de 1654 ao vintiquatro de Xulho de 1658 e forom editadas a finais do século passado com um estudio biográfico e notas por A. Paz y Meliá (“Colección de Escritores Castellanos”, 1892-1893, quatro volûmes). Quase como um artígo de costûmes, as cartas non somente tratam temas políticos, senón detalhes de crímes cometidos na Villa, obras de teatro, festas, moda e anedóctas várias. Barrionuevo escrebeu novecentos poemas, um entremês chamado “El berraco de Río Salido” e cinco peças teatrais: “La venganza del hermano y valiente Barrionuevo”, “El laberinto de amor y Panadera de Madrid”, “El retrato que es mejor: santa librada” “El judas de Fuentes” e “La hora que está más bien”.
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