Arquivos diarios: 15/11/2021

HUME (A TEORIA DO CONHECIMENTO)

É indubitábel que Hume tem fama de ser um dos cépticos mais importântes da história da filosofia, mas para um leitor atento do conxunto da sua obra, esse cepticismo é basicamente teórico e está limitado polas propensóns da nossa natureza. Realmente, o cepticismo tem um valor preliminar, de “limpeza do terreno”, poderíamos dizer (o que, entre outras cousas, implica unha crítica muito consistente dos argumentos racionais que tentaram lexitimar as crenças relixiosas), que o deixa libre para elaborar unha visón plenamente científica do estudo do comportamento humano e construir, assim, a sua própria proposta moral e política. Devemos, portanto, atender à intençón de Hume: estabelecer unha ciência do Home baseada na experiência e na observaçón. Este apelo à experiência pode ter implicaçóns quase de bom senso. Para dar um exemplo do que queremos dizer com isto: um elemento especialmente chamativo de Hume é que acreditaba na inferioridade da raça negra (e também das mulheres), polo que non é nada evidente que os interesses das pessoas dessa raça devessem ser tidos em conta em igual medida que os desexos e preocupaçóns dos membros de outras raças. Hume, de facto, escrebe o seguinte no seu ensaio “Sobre os Caracteres Nacionais”: (…) De um ponto de vista histórico, o apelo à experiência significaba para Hume apresentar-se como um herdeiro da tradiçón de John Locke e George Berkeley. Porém, mais do que olhar para o passado (embora, em breve, teremos que mencionar como tratou o problema da substância), podemos fazê-lo para o futuro e considerar que as suas investigaçóns se ocuparam daquilo a que hoxe em dia chamaríamos a psicoloxia e a metodoloxia das ciências humanas ou sociais. Tentaba estudar o comportamento humano, e fazia-o convencido de que só podemos examiná-lo da mesma maneira que estudamos a acçón de qualquer outro obxecto natural, sem que nos sexa próprio qualquer tipo de priviléxio a que possamos chamar “espiritual”. De acordo com o que foi anteriormente exposto, o libro I do “Tratado da Natureza Humana” (e a sua reelaboraçón posterior) é, polo menos em grande medida, a exposiçón que Hume realiza da sua metodoloxia científica. Non em ván, o subtítulo da obra é: “Unha Tentativa de Introduzir o Método Experimental de Raciocínio nos Temas Morais”. Assim sendo, um dos fins fundamentais da epistemoloxia que Hume defende é estabelecer a efectiva possibilidade e lexitimidade das ciências que tentam explicar a nossa forma de axir (unha das quais é a política), referindo, para tal, que o seu método pode e tem de ser o mesmo que o da física que Newton tán maxistralmente desenvolvera pouco antes.

GERARDO LÓPEZ SASTRE

AS TEORÍAS DE GRANDE UNIFICAÇÓN (FI-56)

A QCD também alberga unha propriedade denominada “liberdade asintótica”, à qual também nos referimos, sem chamá-la polo seu nome, anteriormente. A “liberdade asintótica” significa que as forças fortes entre quarks som pequenas quando os quarks están muito próximos entre sí, mas aumentam se os separamos, como se estiveram unidos por um elástico. A “liberdade asintótica” explica por quê na natureza non vemos quarks ailhados e fomos incapaces de produzí-los em laboratorio. Pesse a isto, e ainda que non poidámos observar os quarks individuais aceitamos o modelo porque explica muito bem o comportamento dos protóns, neutróns e outras partículas de matéria.

Trás unificar as forças electromagnética e débil, os físicos, na década de 1970, buscarom unha maneira de incorporar a força forte à referida teoría. Existem um certo número de “teorías de grande unificaçón (GUT, Grand Unified Theories) que xuntem a força forte com a força débil e o electromagnetismo, mas a maioría delas, predicem que os protóns, que constituiem o material de que estamos formados, deberíam decair em promédio trás uns IO elevados à 32 potência anos. Essa vida média é muito larga, dado que o universo tán só tem uns IO elevados à IO potência anos. Mas em física quântica, quando afirmamos que a vida média de unha partícula é de uns IO elevados à 32 potência anos, non queremos dizer que a maioría das partículas durem aproximadamente isto, algunhas um pouco mais ou menos, senón que queremos dizer que cada ano unha partícula tem unha probabilidade de I sobre IO elevado à potência de 32 de desintegrar-se. Em consequência, se observamos durante uns poucos de anos um tanque que contenha IO elevado à potência de 32 protóns, deberíamos ver desintegrar-se algúns deles. Non sería demasiado difícil construir um tanque assím, xá que poderíam estar contídos nunhas mil toneladas de àgua. Os científicos tenhem levado a cabo tais experiências, mas resulta que detectar essas desintegraçóns e diferência-las de outros sucesos provocados polos raios cósmicos que continuamente chovem sobre nós, non é taréfa fácil. Para minimizar o ruído, as experiências realizam-se a grandes profundidades, em lugares como a mina da Companhia de Kamioka de Minas e Fundiçón a uns mil metros de profundidade, debaixo de unha montanha no Xapón, que fica bastante protexida dos raios cósmicos. Como resultado das observaçóns feitas em 2009, os investigadores concluírom que se realmente os protóns se desintegram, a sua vida média sería maior do que uns IO elevados à potência de 34 anos, o qual seríam malas notícias para as “teorías de grande unificaçón”.

STEPHEN HAWKING E LEONARD MLODINOW