
Barahona de Soto, Luis (Lucena, 1548 – 1595). Poeta e prossista. Estudou em Granada e doutorou-se em Osuna. Foi membro da tertulia de Venegas e participou na guerra contra os mouriscos das Alpujarras. Escrebeu unhas “Fábulas de Vertumno y Acteón”, a primeira cheia de versos gráceis e melodiosos e a segunda influenciada polas Metamorfoses de Ovidio. Na “Égloga de las hamadríades” experimentou com os metros italianos e está considerado como antecedente da poesía gongorina. A sua obra mais conhecida é “Primera parte de la Angélica” (1586), também chamada “Las lágrimas de Angélica”, unha das melhores continuaçóns em castelán do “Orlando furioso” de Ariosto, ainda que non tenha nem a fantasía desbordante nem o poderío do seu modelo. Barahona anunciou unha segunda parte, mas nunca a acabou. Foi Lope de Vega quem acabou por fazê-lo em “La hermosura de Angélica”, que resulta demasiado dispersa. Algúns fragmentos da proxectada segunda parte de Barahona podem-se encontrar nos seus “Diálogos sobre la montería”, o melhor tratado sem dúvida de caza escrito em castelán. As suas “Poesías” forom editadas na BAE, 35 volûmes (1855) e 42 volûmes (1857).
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