SOMBRAS NAZIS E PUTERÍO UNIVERSAL

O turismo em Canet, ainda que predominabam os Alemáns, non era tanto de países como idiomático. A fala hexemónica sim que era a alemán. E as holandesas que por alí andabam era em razón de que, por circunstâncias de cultura e de profisón. falabam alemán. Resultabam como enxertos extranhos num rebanho cutre e promiscuo. Vinham da própria Holanda, onde ocupabam postos em grandes empresas. Alternabam muito pouco com os outros turistas e non eram material “follable”; ao menos para empregados de mesa ou lavapratos, ainda que fossem empregados um pouco ilustrados como eu. Apontabam mais alto, no caso de que apuntaram a algo. Vinham em vehículos descapotábeis, solas ou com companhia; non aguantabam os atracóns de sol como as alemáns e, ao anoitecer, elegantes e desplicentes, punham rumo a outros lugares mais distinguidos que Canet. Ao princípio do turismo, ocurríam estes desaxustes xeográficos, por desconhecimento dos viaxeiros ou por pirataría das axências. Ao pouco tempo, as holandesas deixarom de vir. Polo menos a Canet. O turismo de Canet de Mar era de “perra-chica” e, pesse a tudo, estaba lonxe do alcance dos espanhois. O proletariado alemán que vinha por aquí tinha mais sentimento nacional que consciência de classe, do qual podía deducir-se que había também um proletariado nazi. Isto, podería parecer um “contradiós”, mas era a pura verdade. Como destas cousas o Villán, acreditaba saber muito mais do que eu, comentei-lho um dia e deu-me a razón. Ou non, xá non me recordo muito bem. As austríacas também eram outra classe à parte e distantes. Ibam de senhoritas ou de acompanhantes ocasionais e sem vínculos, isto vía-se às claras. Non eram obreiras ou empregadas, e tampouco vinham em autocarros, senón em descapotábeis como as holandesas: em “Volkswagens”. Seguro que habia outras marcas de carros; mas para mim todos eram Volkswagen, igual que todas as extranxeiras eram suecas. Os austríacos e as austríacas eram muitíssimo mais nazis que os alemáns. Naquela algarabía linguística do panxermanismo, ninguém quería falar de política. Mas, às vezes, entre torrentes de cervexa, saltaba unha opinión relâmpagueante como unha “Blitzkrieg”. Ao desgaire e como sem querer, quando escuitábas algúm xuízo desdenhoso contra Espanha, deslizabas unha pergunta tonta: “und Hitler ¿was?”. Se o interlocutor era partidário da esvástica, calába-se como um morto. Se era demócrata, refunfunhaba polo baixo “Hitler nicht gut”, (Hitler no bueno), e punha cara de ofendido. Era a proba política dos nove!

JAVIER VILLÁN E DAVID OURO

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