Arquivos diarios: 24/09/2021

WITTGENSTEIN (SECESSIONISTAS)

Wittgenstein tinha um temperamento vienense. O seu carácter polifacetado e o fervor com que viveu e se dedicou à filosofia denotavam um ar de família característico de alguns dos vienenses que presenciaram a entrada no século XX. Refiro-me a artistas e intelectuais da envergadura do compositor Arnold Schönberg, do escritor Karl Kraus, do arquitecto Adolf Loos, do pensador Otto Weininger ou dos pintores Egon Schiele e Richard- Gerstl. Alguns leitores perguntarám-se, porque deixei o conhecido Klimt fora da minha lista se, além do mais, tinha beneficiado directamente do mecenato dos Wittgenstein. Naquela Viena de tán grandes afinidades, também hoube profundas diferênças. É conveniente distinguir duas correntes: a que albergaba figuras como as que enumerei, inclusive o próprio Wittgenstein. e outra, onde estaría a essência do “movimento secessionista” e autores como o seu ideólogo, o escritor Hermann Bahr. O traço distintivo fundamental era de índole moral, Janik referiu-se ao primeiro grupo como “modernismo crítico”. Os modernos críticos non deixaram de lutar contra o “estecticismo vazio” de significado reinante na corrente oposta através do seu próprio trabalho, onde prevalecia unha perspectiva formal rigorosíssima, quer fosse no campo da arte quer do pensamento.

CARLA CARMONA

LA BANDA

“La banda”, começou a medrar bem pronto e xá non quixo saber mais nada da construçón civil. Fora tanto o interesse suscitado pola Academia, “ligue seguro”, que abandonarom também a hostelaría em qualquera das suas vertêntes. Mais tarde, os fracasos sistemáticos dos alumnos na cousa do “ligue” começarom a causar problemas. Somente habia duas asignaturas: Alemán e Seducçón de Extranxeiras, que pronto se modificou, por “ligue”, resultando como mais natural. Nesta asignatura, quem mandaba como xefe de estudos e programas era Roberto. O resto da banda actuaba como de axudantes, que, por um canibéte que tinham aplicado certo dia a unhas holandesas um pouco borrachinhas, pensabam que eram uns atletas sexuais. Em realidade, parecia extranho, que aquelas tías beodas fossem holandesas. As holandesas eram muito exquisitas e non se xuntabam com golfos; mas, parece ser que, por unha vez, perderom o pé e a dignidade, acaso por culpa do condenado metílico. Claro que os alemáns eram proletas com pôsses, non como os espanhois mortos de fame. Aos espanhois que trabalhabam na Alemanha, Polster tinha-lhe um certo respeito, “espanhois non perros, como perros turcos, espanhois buenos…”. Adolf Polster non viaxába nos autocarros gregários, senón que num Volkswagen desportivo, acompanhado de unha loura que, nada mais que cruzar a fronteira françêsa, se dedicou a pôr-lhe os cornos com ânimo redobrado. Polster, afogaba em cervexa e em “Schnaps” o seu passado de guerra e o seu pressente de chifres.

JAVIER VILLÁN E DAVID OURO