Leibniz prolongará a sua estada em Paris por quase quatro anos, até Outubro de 1676. Tanto os seus biógrafos como os seus intérpretes están de acordo em sublinhar a importância deste período para o desenvolvimento científico e filosófico do autor. Nesta cidade, devorou os manuscriptos de Descartes e Pascal, e conheceu pessoalmente Antoine Arnauld, o bibliotecário real Pierre Carcay, Malebranche -com quem manterá unha significativa correspondência ao longo da sua vida- e diversos cientistas e matemáticos como Mariotte, Roberval, Tschirnhaus e, sobretudo, Huygens, que o axudou a aprofundar o conhecimento da matemática; xá na visita realizada por Leibniz a Huygens no Outono de 1672, este tinha recomendado a leitura das obras de Pascal, Fabri, a “Geometria de Descartes”, a “Arithmetica infinitorum de John Wallis” e o “Opus Geometricum” de Grégoire de Saint-Vincent, e tinha-lhe apresentado um problema matemático (que Huygens xá habia resolvido em 1665) para pôr à proba o xovem alemán: encontrar a suma da série infinita dos números triangulares recíprocos. Em Leipzig e Jena, Leibniz tinha estudado fundamentalmente aritmética (propriedades dos números e combinatória), mas conhecia bem as suas lacunas nos níveis superiores da matemática e da xeometria. Por isso, aprofundar o seu estudo era unha das suas prioridades. Proba do aproveitamento intensivo dos seus estudos parisienses foi a sua descoberta do “cálculo das diferênças e da quadratura aritmética”, ambos tán relevantes na polémica para estabelecer a prioridade na descoberta do “cálculo infinitesimal”, sem esquecer a construçón da máquina de calcular que Leibniz apresentou à Academia de Ciências de Paris para pedir a sua admissón. O artefacto de Leibniz podia multiplicar, dividir e calcular raízes quadradas, ultrapassava, por isso, a máquina aritmética de Pascal (a “pascalina”, que só podia sumar e subtrair). Leibniz gastou as suas poupanças na sua construçón.
CONCHA ROLDÁN