Arquivos diarios: 03/08/2021

LOCKE (A ECLOSÓN DA BURGUESIA)

A guerra civil britânica de 1642 foi unha amostra das convulsóns que fustigariam os governos da Europa e que acabariam por dar orixem aos Estados modernos. Locke tinha dez anos quando começou o conflícto, apesar de a sua formaçón non ter sido afectada polo confronto bélico graças aos contactos que o seu pai urdíu no grupo vencedor. A família de Locke ficaria desde o início do lado do parlamento: o seu pai alistou-se para lutar e foi nomeado capitán de unha das milícias por Alexander Popham, fervoroso parlamentarista e home influênte na rexión; como vimos no capítulo introductório, este posicionamento do pai facilitaria, acabada a guerra, o acesso de John Locke às instituiçóns de ensino mais conceituadas do país. O conflícto puxo frente a frente o rei absoluctista Carlos I de Inglaterra e os defensores do parlamento britânico. Como xá fixéra o seu pai, Carlos I prescindia do parlamento à vontade, anuláva-o durante longos períodos, até que lhe voltára a interessar convocá-lo. As maiores disputas entre o rei e o parlamento surxiram por causa do dinheiro. O monarca pretendia usar os impostos para reforzar a marinha e pagar as campanhas bélicas que mantinha abertas contra a Holanda e a Espanha, enquanto o parlamento se opunha a isso. Certo é que obtivera algunhas victórias, como aquela que, com a axuda da França, propiciou a libertaçón da Flandres da coroa espanhola em 1643, mas também fracassou em muitas outras contendas. De modo que os latifundiários e os novos burgueses, que constituíam o parlamento e eram quem contribuía com o dinheiro, mostravam-se reticentes a gastá-lo em empressas com escassas possibilidades de sucesso. Carlos I, autoritário e pouco paciente, estaba convencido de que o seu estatuto emanaba directamente da divindade, e non ia permitir que um grupo de súbditos se opuxéram às suas ordens. O seu desprezo polos conselhos dos parlamentares e a sua mala xestón provocarom um grande mal-estar, que acabou por derivar nunha guerra civil em que cada inglês escolheu o seu bando, segundo os seus interesses e crenças. O norte e o Oeste do país optaram por apoiar o rei de forma xeneralizada, enquanto no Sul e no Leste se concentraram os defensores do parlamento. Instalou-se um conflícto em que a emerxente burguesia pôs em xeque a velha aristocrácia.

SERGI AGUILAR

PASSEIOS PARA UNHA TARDE DE SÁBADO (VILA DO CONDE)

Fomos de longada, alá polas once da manhán, de um dia marrulheiro que por fim acabou despegando sobre a tardinha. Caminho das praias de Lavra e de Vila do Conde, para comer e conversar demoradamente. O dia estaba de nevoeiro, e também bastante ventoso, non obstante a temperatura era agradábel para passear pola praia. Visitamos a praza do lugar, para “fisgonear” por ali as viandas que logo comeríamos no restaurante de primeira linha de praia, para disfrutar as vistas do mar sem fundo, e tomar um pouco de sol, que boa falta nos fái.

O restaurante estaba cheio de xente popular, misturada com os inimigos espanhois (que por esta vez, non eram ruidosos, e incluso falabam galaico-português) e bastantes reproductoras françêsas de muito boa aparência, ademais de pelengrinos que iban de xoelhos a Compostela para logo enforcar-se nas portas da catedral, dando assim unha liçón de humildade sem igual.

Cpmp bpns conhecedores, pedimos unha sopa de peixe, pois sabiamos que seguramente sería o melhor que ibamos a comer ali. As ameixoas, non é que foram realmente malas, nem que estiveram mal cocinhadas, mas a verdade diga-se, resultabam bastante vulgares. Depois, comemos unhas sardinhas assadas nas brasas como entrante, que estabam bastante bem. E para rematar, foi um rodavalho assado nas brasas, mas desafortunadamente, graças à minha impertinência crónica, acabamos sabendo que era de viveiro, o qual nos deixou bastânte decepcionados. Mas, para a proxima xá sabemos que há que pedir unha lubina grande, que saía das medidas setandard dos viveiros.

Seguidamente, e para fazer a dixestón, démos unha volta a pé pola areia, para deitar unha olhada sobre as “maruxainas” do lugar, o tempo seguía ventoso, polo qual partimos cara ó centro de Vila do Conde.

A entrada na cidade, baixo a presênça do imponente paço condal, sobre a que era antigamente a principal via de acçeso, resulta espectacular de verdade. Esta imáxe, permaneceu grabada na minha memória desde a infância. Logo de tomar uns chás de cidreira à sombra, como verdadeiros lords do século XXI, entramos no bpnito mercado municipal.

Há que dar unha volta pola fermosa vila,

Também, para as almas que necessitem orientaçón, tenhem aquí esta torre defensíba adosada a unha igrexa, formando um soberbo conxunto.

Mas, sobre tudo, unha obra monumental, o aqueducto de Vila do Conde, que acredito sexa o mais grande do país.

LÉRIA CULTURAL