Arquivos mensuais: Xullo 2021

ESCRITORES HISPÂNOS (FRANCISCO DE AVENDAÑO)

Avendaño, Francisco de (século XVI). Escritor teatral. A sua única obra conhecida é a “Comedia Florisea”, publicada em 1551 e reeditada dous anos despois. Nela notam-se as influênças de Torres Naharro e Encina. Despois de um prólogo cómico encontramos a Muerto, víctima da mala fortuna, e a Floriseo, víctima de um amor non correspondido, a ponto de cometer suicídio xuntos, mas um pastor que passou por alí impide-o. Mais adiante veremos a Floriseo que, reunido com a sua amada, se casa com ela , durante unha escena cómica, mentras Fortuna lhes lega mil ducados xunto com a promesa de liberar a Muerto da sua dor. Probabelmente Avendaño concebeu a sua bem estructurada obra para celebrar o matrimonio de Juan Pacheco, parente do seu amo o marquês de Villena (Diego López Pacheco). Foi atribuído a Avendaño a inovaçón de reducir a três os actos da comedia (em vez dos cinco habituais), mas o “Auto de Clarindo” (Toledo, 1535?) de Antonio Díez tem também três actos e resulta anterior.

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ESCRITORES HISPÂNOS (AVEMPACE)

Avempace ou Abû Bakr Muhammad ibn Yahyà, também Ibn al-Sâ’ig e conhecido popularmente como Ibn Bâdjdja, o seu nome acabou por corrupçón , por transformar-se em Avempace ( Zaragoza ?, m. 1138). Filósofo, médico, matemático, astrónomo e músico. Sabemos que estívo em Sevilla em 1118 e que de alí passou a África, onde foi muito apreçado polos Almorávides. Opuxo-se ao neoplatonismo e foi um dos defensores das teorías aristotélicas em Espanha, feito considerado como heréctico em Asia, mas tolerado entón nas Espanhas. As suas contribuiçóns mais importântes están nos comentários à Física de Aristóteles, entre outras. Também em matemáticas se distinguíu pola sua orixinalidade, assim como no estudo do anímico na sua “Guía del solitário ó del ermitaño”, na qual se bassarom despois Averroes e Moisés de Narbona no século XIV. Tomás de Aquino tinha-o lído, sendo influênciado por el na sua obra; também influênciou a “Visión deleitable” de Alfonso de la Torre. Escrebeu a “Destrucción de la destrucción” para opor-se às ideias de um pensador persa, al-Gazâlî, que tinha escrito unha “Destruçón dos filósofos”.

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ESCRITORES HISPÂNOS (COFRADÍA DEL AVELLANO)

Avellano, Cofradía del. Círculo literário formado em Granada por um grupo de escritores, entre os quais se encontraba Ángel Ganivet, Nicolás López, Matías Méndez Vellido (os três colaboradores de “El libro de Granada” (Granada, 1899), Melchor de Almagro San Martín e Antonio J. Afán de Rivera. O nome do círculo deriva da “Fuente del Avellano”, situada nos arredores da cidade, lugar onde o grupo acostumaba reunirse.

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ESCRITORES HISPÂNOS (FRANCISCO DE AVELLANEDA Y LA CUEVA)

Avellaneda y La Cueva, Francisco de (1622 – c. 1675). Dramaturgo e censor de obras teatrais em Madrid, imitador de Calderón. As suas obras mais conhecidas som “El divino calabrés san Francisco de Paula”, escrita em colaboraçón com Matos Fregoso, e “Cuantas veo, tantas quiero”, escrita em colaboraçón com Sebastián Rodríguez de Villaviciosa. Entre os seus sainetes figuram: “El sargento Conchillos”, “El hidalgo de la Membrilla”, “La hija del doctor” e “Noches de invierno e perdone el enfermo”.

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ESCRITORES HISPÂNOS (MARIE-CATHERINE JUMELLE DE BERNEVILLE, CONDESA D’AULNOY)

Aulnoy, Marie-Catherine Jumelle de Berneville, condesa D’ (c. 1650 – 1705). Escritora françêsa de contos de fadas e de libros de viáxes. A sua “Relation du voyage d’Espagne, 1679 – 1680” (La Haya, 1693, 3 vols.) foi reeditado em “Revue Hispanique” por Fouché-Delbosc (vol. 67, 1926).

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ESCRITORES HISPÂNOS (MAX AUB)

Aub, Max (París, 1903 – 1972). Novelista, contista, dramaturgo, ensaista e poeta. Filho de nai françêsa e pai alemán, a família trasladou-se a Espanha em 1914. Aub foi educado em Valencia, mas pronto viaxou por todo o país na companhia do seu pai. Formou parte da chamada “generación del 27”, ainda que polo seu agudo sentido vanguardista da literatura, non se intégre bem nela. Em 1938 colaborou com André Malraux num filme “Sierra de Teruel”. Durante a guerra civil espanhola, Aub , militou do lado da República, e em 1942 chegou a México como exiliado. Toda a sua obra foi publicada nesse país. Entre as suas novelas podemos citar “Campo cerrado” (1943), “Campo de sangre” (1945), “Campo abierto” (1941), “Jusep Torres Campalans” (1958), novela que inclúie unha entrevista com o protagonista da obra, unha lista de feitos do momento e um catálogo de obras da personáxe imaxinária. A crítica (alheia à brincadeira), saudou-o como um dos pintores mais prometedores da época. Outras novelas importântes som: “Yo vivo” (1953), “La calle de Valverde” (1961), “Campo del moro” (1963), “Campo de los almendros” (1968) e “Imposible Sinaí”, publicada póstumamente (1983). Entre as suas obras de teatro podemos mencionar como interessantes: “Narciso” (1928), “San Juan” (1943), “Morir por cerrar los ojos” (1944), “Deseada” (1950) e “Retrato de um general” (1969). Como poeta gostaba do “pastiche” e da invençón de autores inexistentes na realidade, como por exemplo em “Antología traducida” (1963) ou em “Versiones y subversiones” (1971). Cultivou também o ensaio literário, o ensaio crítico e recopilou várias e interessantes antoloxías poéticas, entre elas a de “Poesía mexicana, 1950-1960” (1960).

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ESCRITORES HISPÂNOS (ATENEA)

Atenea. Importante revista literária chilena, fundada em 1924 por Enrique Molina, com o patrocínio da Universidade de Concepción. A revista continua editando-se. Entre os seus editores, podemos mencionar a Eduardo Barrios, Domingo Melfi, Luis Durand, Raúl Silva Castro e Milton Rossel. A maioría dos escritores chilenos de algunha importância publicarom nas suas páxinas, e nela aparecerom importântes ensaios de crítica literária a nível internacional. Com este mesmo nome apareceu em La Plata, Arxentina, em 1918 – 1919 unha revista editada por Rafael Arrieta.

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ESCRITORES HISPÂNOS (MIGUEL ÁNGEL ASTURIAS)

Asturias, Miguel Ángel (Guatemala, 1899 – 1974). Novelista. Estudou dereito na Universidade Nacional do seu país e antropoloxía americana pré-hispânica na Sorbona. Foi discípulo de Georges Reynaud, quem xá tinha traducído o “Popol-vuh” para o françês. Asturias, emprehendeu a traduçón para castelán com a colaboraçón de M. González de Mendoza. As suas “Leyendas de Guatemala” (1930) forom escritas durante este período, mas, foi só durante a publicaçón de “El señor Presidente” em 1946 que Asturias se deu a conhecer internacionalmente. A sua novela é unha das melhores sobre a temática das dictaduras, que producíu hispanoamérica. Está inspirada na figura de Estrada Cabrera, cuxo rexíme desapareceu em 1921. As obras subseguintes non alcançarom o poderío desta, probabelmente a causa da linguáxem barroca e da complicada extructura dos textos. A miúdo o seu antiyanquismo, contrásta-se com unha visṕn excessivamente idílica das virtudes dos nativos do seu país. Algunhas das suas novelas som “Hombres de maíz” (Buenos Aires, 1949), “Viento fuerte” (1950), “Papa verde” (1954), “Los ojos de los enterrados” (1960). As três últimas componhem um ciclo no qual Astúrias ataca a intervençón de Estados Unidos em Centroamérica. “Mulata de tal” (Buenos Aires, 1963), “El espejo de Lidia” (México, 1967), “Maladrón” (1972) e outras. A sua obra poética foi reunida em “Poesía: sien de alondra” (1949). A raíz da publicaçón de oito contos políticos, inspirados no derrocamento do presidente Arbenz em 1954, Asturias foi privado da nacionalidade guatemalteca e saíu exiliado cara à Arxentina. Estes contos están reunidos baixo o título de “Fin de semana em Guatemala” (1956). Em 1966 recebeu o “Prémio Lenin da Paz” e em 1967 o Nobel.

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ESCRITORES HISPÂNOS (LUIS ASTRANA MARÍN)

Astrana Marín, Luis (Villaescusa de Haro, Cuenca, 1889 – 1960). Erudicto. Escrebeu unha biografía, “Shakespeare” (1930), e fixo traduçóns do mesmo autor para o castelán. A sua obra mais importante é “Vida ejemplar y heroica de Miguel de Cervantes Saavedra” (1948 – 1958, sete vols.). Editou as “Obras completas de Quevedo” (1932, 2 vols.), “Calderón” (1932) e o “Desengaño del hombre” de Juan Martínez de Cuéllar em 1928. Também escrebeu “Cristóbal Colón” (1929) e a “Vida azarosa de Lope de Vega” (Barcelona, 1935).

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ESCRITORES HISPÂNOS (ASTRACANADA)

Astracanada, Farsa burda que depende quase sempre da exposiçón de situaçóns âmbiguas, e de retrucar. Foi criáda em 1900, a partir das comédias de enxenho da xeraçón anterior, por Pedro Muñóz Seca e os seus colaboradores, entre eles Enrique García Álvarez. Este xénero perviveu nos ecenários madrilenos, por ser de fácil entretenimento, e porque non aspiraba mais que a divertir.

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ESCRITORES HISPÂNOS (MIGUEL ASÍN Y PALACIOS)

Asín y Palacios, Miguel (Zaragoza, 1871 – 1944). Arabista. Estudou teoloxía e depois árabe com Julián Ribera. O seu primeiro libro foi Algazel: dogmática, moral y ascética (1901). Em 1903 foi catedráctico por oposiçón da asignatura na Universidade de Madrid em substituiçón de Gayangos y Codera. Em 1923 fundou a importante revista “al-Andalus”, que contribuíu ó largo do tempo para o muito alto nível dos estudos espanhois sobre o islam. Dedicou a sua vida a revelar a profundidade e extensón da interrelaçón cultural entre a cristandade e o islam. Sobre este tema podemos citar “El averroísmo teológico de santo Tomás de Aquino” (1904), “La escatología musulmana en La divina comedia” (1919), em que proba por primeira vez, que a divisón que Dante transmite do inferno, tem muito que ver com relatos musulmáns, que narram a ascensón de Mahoma; “El islam cristianizado” (1931); “La espiritualidad de Algazel y su sentido cristiano” (1934-1941, 4 vols.), e “Huellas del islam”. “Santo Tomás de Aquino”. “Turmeda”. “Pascal”. “San Juan de la Cruz” (1941). Como mêstre, Asín Palacios formou algúns arabistas hoxe conhecidos, como por exemplo Emilio García Gómez.

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ESCRITORES HISPÂNOS (ASCÉTICOS)

Ascéticos, escritores (do grego “asketes”, “monxe eremita” de “askein”, “exercitar-se”. A ascese, consiste em chegar a dous dos três gráus do espírito: o purgativo (mortificaçón do corpo e oraçón); o iluminativo e o contemplativo, “estado beatífico” ou “matrimónio espiritual” de San Juan de la Cruz. A mística alcanza-se depois de chegar ao terceiro gráu no caminho da perfeiçón. Santo Tomás de Aquino distingue entre virtudes adquiridas (ascética) e don da graça (mística). Na Espanha foi a tradiçón senequista, que ensinaba que a virtude pode ser conseguida através da autodisciplina, a qual producíu unha marea de literatura ascética que começou com a publicaçón de “Breve y muy provechosa doctrina de lo que debe saber todo cristiano” do frade Hernando de Talavera (1496); libro escrito para atrair a um grande número de leitores a través de unha exposiçón em prosa clara e sinxéla. Outro libro fundamental para a produçón de escritos ascéticos foi “Ejercicios espirituales de Ignacio de Loyola (Roma, 1548). Este tipo de literatura chegou ao seu apoxeo durante o reinado de Felipe II (1556 – 1598): excelentes autores escreberom sobre temas relixiosos e vários miles de libros e panfletos forom publicados entón. A miúdo resulta difícil separar a ascética da mística em autores como o frade Luis de Granada. Menéndez y Pelayo classifica a san Juan de la Cruz e santa Teresa de Jesús como escritores ascéticos, quando a maioría dos críticos os consideram místicos. Agustinos: Fray Luis de León, beato Alonso de Orozco. fray Fernando de Zárate, fray Pedro de Vega, santo Tomás de Villanueva e fray Pedro Malón de Chaide. Dominicos: Melchor Cano, Alonso de Cabrera, fray Luis de Granada. Franciscanos: fray Alonso de Madrid, Francisco de Osuna, fray Bernardino de Laredo, san Pedro de Alcántara, Diego de Estella, fray Juan de los Ángeles e sor María de Jesús de Ágreda. Jesuitas: Alonso Rodríguez, Luis de la Puente, Juan Eusebio Nieremberg, Luis de la Palma, Pedro de Rivadeneyra e san Francisco de Borja. Outros: beato Juan de Ávila, Hernando de Talavera, Alejo Venegas del Busto.

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¡¡QUE NADA SE SABE!! (45)

Xá vés quantas cousas fai o calor, non obstante, non é mais que um accidente, cuxa natureza, como a das demais cousas, é desconhecida. ¿Como pode el só, desempenhar tantas funçóns? Resulta difícil de entender, mais difícil de expressar, e dificilíssimo, por non dizer impossíbel, conseguir âmbas cousas xuntas. A pesar de tudo, distinguem o que se fai “per se” do que se fai “ex accidenti”, replicam mostrando a diversidade de obxectos, qualquera dos quais resulta mais difícil que o primeiro. ¿Quem conhece com exactitude unha diversidade semelhante? Ninguém! Somente afirmam algunhas cousas probábeis; que saibam com certeza, nada! Mas disto trataremos mais tarde. Por agora, baste saber, que non sabemos nada completamente! Por idêntica razón, o mesmo efeito, producido por causas contrárias, nos sume na maior ambiguidade. A frialdade produce-se tanto polo movimento (por exemplo, na actividade do corazón, do tórax, das artérias, e ao axitar a àgua quente), como polo repouso (por exemplo, quando descansa um home acalorado polo movimento). Da mesma maneira, o calor procede do movimento, como nunha carreira, e do repouso, como quando o corazón se detêm ou non remôves a àgua em ebuliçón. A negrura vem do calor, como no caso dos etíopes, e do frío, como num membro morto, ou durante largo tempo mantído em alto, principalmente se por unha constricçón se impêde o passo dos espíritos através das artérias. A putrefacçón vem de todas as qualidades, excepto da sequedade. Mas, non é só isto, senón que ademais, um contrário produce-se por outro: o calor polo frío, como na cal fría, ao ser humedecída, e em nós, nas fontes e na terra durante o Inverno ( de aí a sentênça “As barrigas están muito quêntes em Inverno e em Primavera”); o frío polo calor, como nos corpos quêntes queimados, nos etíopes, que están fríos por dentro, ao igual que nós o estamos no Vrán. Como ocurrem estas cousas, é algo que non entendo em absolucto! ¿Tampouco, polo tanto, o entendem os demais? Non chego necessariamente a tal conclusón, mas, sinceramente que mo parece!

FRANCISCO SÁNCHEZ

AS MEMÓRIAS DE MANUEL DA CANLE (113)

O nosso corpo em estado de sono, deixa-se seducir facilmente polas cousas invissíbeis. Absorbe facilmente o ar, sendo assí que os Spíritos, se reencarnam facilmente em nós, orixinando moléstias, como sonhos fantásticos (bons ou malos, segundo os Spíritos que às vezes se pressentam). Por estes médios os Spíritos transformam ideias, através do que se chama suxestón. O sonho suxerído, vale para inspirar unha cousa que estaba esquecida, ou ignorada no meio da expansón dos Mundos. Cuxo recordo ou notícia, xamais se tinha tído; estes recordos duram muito, porque som recordos inspirados por seres incorpóreos, através do sonho, e se Deus o permite, podem ser previsóns do que acontecerá no futuro, ou acontecidos do passado. Estou falando dos sonhos “claros”, porque nestes casos axita-se a alma, e está muito activa, e o corpo despois também sente as fadígas, como se non tivéra dormido, e com a continuaçón acaba por adoecer. E, quanto mais doente estiver o corpo, mais sonhará a alma, pois se sentirá como mais liberada. Chegando a entrar em estado de éxtase. Requerem tratamento especial, igualmente, os que dormem mais de sete horas, e os que adormecem fora das horas do costûme. Os que lhe dêm quebrantos a qualquer hora do dia, ou tonturas, tristeza, os que se encham de ar respirando, ou abram muito a boca. Os que tenham mareos, olhar perturbado ou vista esgaceada. Os que, tenham manías, reutos, ou pensem muito nunha cousa. Tudo isto, indica, que, nestas pessoas se reencarnou Spírito, ou ar malo, ou cousa extranha, qualquer que sexa. Segundo a minha opinión ou experiência, parece que o motivo de haber certos sonhos, ainda que sexam claros e non se realizem, e muitas vezes ser inclúso contradictórios. E, acontecer às vezes com unhas pessoas o que se sonhou com outras, a isto chamam sonho “confussivo”. Há certos Spíritos, que se comunicam com vós, xá sexa por intermédio de um ser animado, ou por unha vontade expontânea, ou por unha simpatía entre vos e eles. É durante o vosso estado de sonho, quando a sua influênça é mais activa sobre vós, e a sua comunicaçón resulta mais energúmena…

MANUEL CALVIÑO SOUTO

RUSSELL (RECONSTRUCIONISMO)

Referimos na introduçón que Russell levou a cabo unha indagaçón lóxica, matemática e linguística de um estilo conhecido por “filosofia analítica”. Hoxe, após tantas vicissitudes e mudanças de rumo, é difícil definir o estilo analítico em filosofia. Talvez a forma mais eficaz, sexa enfraquecer algunhas teses que durante muito tempo foram dogmas. Assim, por exemplo, o que actualmente se designa “viraxem linguística” entende-se por vezes na sua acepçón forte: “Todo o problema filosófico é no fundo um problema linguístico, de tal forma que quando se aplica a análise linguística se esclarece que ou se trata de unha questón formal, ou pertence ao âmbito das ciências, ou entón é unha questón sem sentido.” Esta forma dogmática da filosofia analítica parece eliminar quase todas as perguntas importantes da vida e provocou muitas reacçóns adversas, tornando-se sobretudo um estilo ou um método de trabalho: “Perante unha questón filosófica desenvolve até onde for possíbel a análise lóxica ou conceptual tanto da questón como das respostas recebidas, sem fazer unha opçón.” Ou sexa, trata-se antes de um método de trabalho que non discrimina nem elimina qualquer problema ou questón que a filosofia ou a cultura tenham levantado, nem sequer nenhuma soluçón, mas adopta unha actitude cuidadosa, de exame lento dos pressupostos de qualquer tese ou expressón e, antes de tomar partido a favor ou contra, examina todas as possíbeis distinçóns, formas e exemplos ou contraexemplos de tal posiçón. Apesar de em alguns momentos Russell parecer de acordo com a forma dogmática da “viraxem linguística”, como se pode perceber na escolha de certas expressóns, as suas teses filosóficas som incompatíveis com essa perspectiva, e a sua práctica real é um exemplo da segunda. Na verdade, a posiçón de Russell deberia ser chamada “reconstrucionismo”, termo que caracteriza a actividade de transferir um problema filosófico da linguaxem quotidiana ou científica para unha forma lóxica, em que encontra unha soluçón. Assim, questóns como a existência de obxectos matemáticos (existirám os conxuntos infinitos?), o nosso conhecimento do mundo (temos a certeza que existem buracos negros?) ou o significado das oraçóns (o que significa que a composiçón da mente ou da matéria é esta ou aquela?) forom territórios em que Russell se dedicou a esta actividade de reformular ou reconstruir. No entanto, nunca chegou ao extremo dos “positivistas lóxicos”, que confundiram a filosofia com a actividade de formalizaçón lóxica. Para Russell, a filosofia é feita de teses ou hipóteses substantivas sobre o mundo, o conhecimento ou a linguaxem, que se podem tornar visíveis através da reconstruçón de um material primário com que nos deparamos, que é a experiência. Neste sentido, non faz unha distinçón clara entre ciência e filosofia. Tanto unha como a outra trabalham com esse material primário, a experiência, e oferecem-nos explicaçóns que por vezes som técnicas e requerem algum tempo para ser entendidas.

FERNANDO BRONCANO