Arquivos diarios: 02/06/2021

O PRIMEIRO PRINCÍPIO DA XUSTIÇA É A IGUALDADE.

Que princípios de xustiça escolheriam os indivíduos se non soubessem se som ricos ou pobres, homes ou mulheres, brancos, negros ou amarelos, homossexuais ou heterossexuais, seguidores de unha relixión, agnósticos ou ateus, etc…? É preciso pensar que após a escolha dos princípios, os indivíduos se ván desfazer do “véu de ignorância” e descobriram quem realmente som. Trata-se de fazer unha escolha nunha hipotéctica situaçón de igualdade. Isso garante que os princípios de xustiça escolhidos correspondem realmente ao nosso sentido de xustiça mais autêntico, libre de preconceitos e interesses particulares que o obscureçam. Em primeiro lugar, os membros da posiçón orixinal vam querer protexer qualquer escolha de vida boa que possam chegar a realizar. Ou sexa, ván querer viver nunha sociedade que aceite que os seus membros professem unha ou outra relixión ou nenhuma, que sigam um ou outro ideal ético, que non existam priviléxios sociais a favor de qualquer unha das escolhas, etc… Definitivamente, ván querer que se poida viver em liberdade e que a opinión da maioria non sirva para oprimir, nem legal nem socialmente as minorias. Os membros da posiçón orixinal sabem que, por detrás do “véu de ignorância”, poderiam ser qualquer pessoa e, por esse motivo, están racionalmente interessados em protexer-se da possíbel opressón que os outros possam exercer. O único limite que colocam à liberdade pessoal é que com ela non se magoe os outros, porque nós podíamos ser cada um deles. Por isso, o primeiro princípio de xustiça garantirá liberdades iguais para todos.

ÁNGEL PUYOL

GALLEIRA (19)

Assim como sería inútil discorrer acerca do sistema de construçón usada nos nossos palafitos, pois, que non forom estudados ningúns, assím também respeito da habitaçón humana nas cidades prehistóricas ou nas casas das aldeias das alturas. É possíbel, que as nossas casas primitivas foram verdadeiras “huttes”, mas as atopadas na Citânia portuguesa (Briteiros) som de pedra, e ao que parece semelhantes aos “nuraghes”. Non obstânte, as rudimentárias moradas a que aludimos non deberíam ser-nos desconhecidas: queda unha lembrança delas nos espigueiros aos quais chamamos “cabanas”. Levantadas sobre postes para combater a humidade e o ataque imprevisto das féras, eram fabricadas com grossas ramas de carbalho entrelaçadas, com unhas formas parecidas às que tiverom despois as de pedra. O teito era de palha, como ainda se pode ver nalgunhas casas do Berzo, e as paredes com peles à maneira das barcas dos ártabros, das quais, ao dizer de Estrabón, eram de vimes entretecidos e revestidas com couros de vaca. Os mesmos gregos, conhecerom estas sinxélas habitaçóns e o antígo morador do Lácio também. Non há como comparar a urna cinerária de Alba, que imita unha casa da época, com unha das nossas actuais “cabanas”, para notar de seguída a semelhanza. Os que acreditavam que, ainda reducidos a cinza, continuabam no mundo, unha como sombra da sua existência, os que pensavam que a tumba era unha nova morada do home, igualabam na forma, assím como no seu corazón e nas suas esperanças, a casa dos vivos com a dos mortos e reproduciam gostosos aquela em que de momento viviam, e a que haberiam de habitar para sempre. De mais ou menos importância, de maior ou menor diámetro, estas casas rudimentárias, deberiam cubrir num princípio as plataformas dos “castros”. E alí onde o home prantaba campos de cereais ou extensos pastos, no meio da chaira ou no interior dos bosques, nas marxéns dos rios ou na ribeira do mar, alí se levantabam estas primitivas vivendas, xá ailhadas, xá em pequenos grupos, formando os numerosos burgos de que se encontra memória nas descripçóns xeográficas que do nosso país deixarom gregos e romanos. Morada de um dia, e feitas como quem passa pronto e non é contado, non eram na verdade iguais áquelas outras, nas que dormiam os “heróis” o seu sono eterno, baixo as losas tumulares que cubriam os seus restos.

MANUEL MURGUÍA