
No capítulo anterior, vimos que a elaboraçón de “As Orixens do Totalitarismo” teve um desenvolvimento longo e complexo. Provabelmente, foi o libro a cuxa concepçón e escrita dedicou mais tempo. Non é difícil entender este complicado caminho, pois Hannah Arendt começou a pensar nas características do rexíme totalitário quando este ainda era unha realidade política, e acabou de escreber pouco depois do fim da guerra, em 1949. A informaçón de que dispunha para analisar o nacional-socialismo aumentou com a avalanche de documentaçón que foi aparecendo após a contenda sobre as questóns internas do rexíme. Este longo caminho na sua escrita faz com que pareça unha obra fragmentária, dividida em três partes: antissemitismo, imperialismo e totalitarismo. No entanto, a aparente falta de ligaçón entre as diferentes partes do libro non só se explica polo árduo processo de redaçón, mas também por unha questón de fundo: a recusa de Hannah Arendt em estabelecer ligaçṕns causais entre determinados factos históricos e o triunfo do totalitarismo. Isto dá-nos unha importante pista para compreender a sua tese principal: que o rexíme totalitário é um rexíme novo, sem precedentes na História, que non o podemos deduzir a partir de premissas históricas que o precedem. Neste sentido, non há unha relaçón causa-efeito directa, por exemplo, entre o antissemitismo e os campos de concentraçón. O antissemitismo, por sí só, como ideoloxía, non conduz necessariamente ao extermínio, esse caminho non era inevitábel. O que a autora destaca é que há elementos (como o antissemitismo, entre outros) presentes xá no século XIX, que non foram resolvidos pola política do século XX, e aos quais o novo rexíme totalitário deu unha resposta ou soluçón totalitária. O libro pretendia analisar o totalitarismo nas suas duas variantes, o nazismo e o estalinismo. Ambos representam um novo tipo de domínio, que non se pode interpretar com as habituais categorias da ciência política: tirania, autoritarismo ou dictadura. É preciso encontrar outro tipo de explicaçón, que dê conta do que implica o aparecimento súbito do poder totalitário e a criaçón de um mundo e unha sociedade igualmente totalitários. Apesar do obxectivo inicial, de entender um mesmo fenómeno que se manifestava tanto na Alemanha como na Rússia, no fundo o libro non apresenta um estudo comparativo entre nazismo e estalinismo, visto que se inclina para o estudo do caso alemán. A falta de documentaçón sobre o rexíme bolchevique, e o facto de continuar instituído no momento em que o libro era escrito, levou-a a centrar-se mais no nazismo. Embora Arendt tivesse o obxectivo de retomar a questón do totalitarismo soviético após a publicaçón do libro, examinando em particular os elementos totalitários do marxismo, acabou por non desenvolver esse proxecto.
CRISTINA SÁNCHEZ