Arquivos diarios: 14/03/2021

AS TEORÍAS QUÂNTICAS DE CAMPOS (FI-50)

Ainda que âmbas revolucionarom a física, a teoría de Maxwell do electromagnetismo e a teoría de Einstein da gravitaçón (a relatividade xeral) som, como a física de Newton, teorías clássicas, é decir, som modelos nos que o universo tem unha só história. Tal como vimos no capítulo anterior, a nível atómico e subatómico esses modelos non concordam com as observaçóns, senón que temos que utilizar “teorías quânticas”, em que o universo pode ter qualquer história possíbel, cada unha delas com a sua própria âmplitude de probabilidade. Para os cálculos prácticos destinados ao mundo quotidiano, podemos continuar utilizando as teorías clássicas. Mas, se queremos comprehender o comportamento dos átomos e das moléculas, necessitamos unha versón quântica da teoría de Maxwell referênte ao electromagnetismo. E se queremos comprehender o universo primitivo, quando toda a matéria e toda a enerxía do universo estabam comprimidas dentro de um volûme diminuto, necessitamos unha versón quântica da teoría da relactividade xeral. Também necessitamos ditas teorías se queremos chegar a unha comprehensón fundamental da natureza, porque non seria consistente que algunhas das leis foram clássicas e outras quânticas. Polo tanto, temos que encontrar versóns quânticas de todas as leis da natureza. Tais teorías denominam-se “teorias quânticas de campos”.

STEPHEN HAWKING E LEONARD MLODINOW

SÓCRATES (LIDAR COM OS UNIVERSAIS)

Ora bem, quando falamos da definiçón de “table”, “chair”, ou “toothbrush”, sem nos apercebermos, estamos a lidar com universais, sendo evidente que só depois de conhecê-los posso conhecer a realidade e relacionar-me com ela com propriedade. Mas se isto nos parece óbvio e natural para os obxectos do mundo exterior, porque non aplicamos a mesma lóxica aos conceitos morais? Na nossa vida non nos relacionamos só com mesas, cadeiras e escobas de dentes, mas também, e com muito maior importância, com as acçóns dos homes, às quais, de forma similar ao que fazemos com os obxectos materiais, aplicamos conceitos como “bom”, “mau”, “xusto” ou “vergonhoso”. Passamos a vida a criticar determinado político que foi pago pola mesma empresa à qual outorgou contractos; a xustificar que non respeitámos a fila, porque estávamos com muita pressa; a admirar o xornalista que revelou um escândalo mesmo correndo o risco de perder o emprego, mas da mesma forma que nos parece imprescindivel saber o que é unha mesa (ou unha “table”) para aplicar o termo com propriedade, raramente nos preocupamos com a definiçón universal de “bem” ou de “xustiça”. Limitamo-nos a usá-las sem pensar se o fazemos de forma adequada ou se, polo contrário, as aplicamos de forma contradictória ou errada. Quantas vezes ouvimos alguém defender comportamentos que em qualquer outra circunstância teria condenado? Ou aplicar diferentes critérios ou princípios morais em funçón da situaçón? Entón, seria o mesmo se um dia, ao irmos almoçar, disséssemos que a superfície sobre a qual o fazemos é unha mesa e no dia seguinte pretendêssemos convencer-nos e ao mundo inteiro de que esse obxecto com quatro pernas que há na sala de xantar é unha batedeira, e que “mesa” é o obxecto comprido e afiado com que estou a espetar a carne. Se alguém acreditasse que unha mesa é unha batedeira e um garfo unha mesa, non diríamos, com razón, que non conhece a realidade e que está enganado? O que deveríamos dizer entón quando, para alguém, unha infidelidade é, em certas ocasións, um pecado merecedor do fogo eterno e, noutras, um deslize comprehensível que, no fundo, passa pola cabeça de todos e um dia non som dias? Para Sócrates, a realidade e os princípios universais que a rexem existem, como acontece com as mesas, independentemente de nós, e o conhecimento (a autêntica sabedoria) consiste precisamente em libertar-se de ideias preconcebidas e tentar descobri-los. Isso non se aplica só à realidade material exterior, mas também, e sobretudo, à realidade humana: os universais éticos. É como se Sócrates tivesse dado a volta aos olhos da filosofia de modo a dirixir o olhar para o interior do home, para as questóns humanas.

E. A. DAL MASCHIO