
Arguedas, José María (Andahuaylas, Apurimac, 1911-1969). Româncista e folklorista peruano que escrebeu em quechua e em castelán. “Canto Kechwa” (1938) e “Canciones e cuentos del pueblo quechua” (1949). “En Yawar Fiesta” (1940, ed. rev., 1948), relatou desde os ritos quechuas até às costûmes de hoxe. “Diamantes y pedernales” (1954) precedeu à última das suas novelas com tema andino, “Los ríos profundos” (Buenos Aires, 1958), que trata da xentileza potencial dos homes que vivem rodeados de unha natureza bravía e que, como outras obras suas, é esencialmente autobiográfica. “El sexto” (1961), de novo mostra como os homes som capazes de superar o âmbiente que os rodea, neste caso o das cárceres limenhas, durante a dictadura de Benavides. Para J. M. Oviedo, a obra de Arguedas é muito mais que um documento. Converte-se nunha revelaçón da condiçón humana em sí mesma, mais forte que a morte ou que a xustiça humana. No título da sua novela “Todas las sangres” (Buenos Aires, 1964), refére-se às numerosas e diferêntes razas que convivem no Perú. Esíxe nela que a sociedade respeite por igual todas as étnias. “El zorro de arriba y el zorro de abajo” (Buenos Aires, 1970) foi escrita por perscripçón psiquiátrica, para prevenir um suicídio que finalmente aconteceu, nunha das aulas da Universidade de Lima. A novela publicou-se pôstumamente e quedou inconclusa.
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