Arquivos diarios: 31/01/2021

ESCRITORES HISPÂNOS (JOAQUÍN ARDERÍUS FORTÚN)

Arderíus Fortún, Joaquín (Lorca, Murcia, 1890). Novelista e Xornalista. Começou a escreber com técnicas presurrealistas no seu libro de aforismos “Mis mendigos” (1915) e desarrolhou a moderna novelística anarquísta espanhola com “Así me fecundó Zaratustra” (1923); “Yo y tres mujeres” (1924), na qual combina o fetichismo femenino com os temores sexuais masculinos. “Ojo de brasa” (1925) combina um proceso de nihilísmo com um infanticídio gratuíto; “La duquesa de Nit” (1926) trata da decadência de unha família, provocada polas actitudes sexuais da duquesa; “Los príncipes iguales” e “El baño de la muerte” (ambas 1928); “Los amadores de Manqueses” y “Justo el Evangélico” (ambas 1929), esta última é unha paródia que se subtitúla “Novela de sarcasmo social y cristiano”, e “El comedor de la pensión venécia” (1930). Durante a República, o seu nihilismo deu passo a um interesse, algo sarcástico, polos problemas sociais. Em “Lumpemproletariado” (1931), um intelectual famínto e rebelde e unha mulher discutem sobre o dilema entre a pureza de consciência e a necessidade de buscar o imprescindíbel para o de cada dia. “Campesinos” (1931), obra cheia de vulgarismos, é unha exposiçón deliberadamente crua da vida da Espanha rural, na que o anarquismo de Arderíus, non poupa nem aos exploradores, nem aos explorados. “Crimen” (1933?) combina com acerto a novela policíaca e o panflecto socialista. A pesar de ser um escritor solitário, tivo influênça sobre outros escritores como José Díaz Fernández e Manuel D. Benavides.

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ESCRITORES HISPÂNOS (CLEMENTINA ARDERIU)

Arderiu, Clementina (Barcelona, 1889-1976). Poeta catalán. Em 1916 casou-se com Carles Riba. Nesse mesmo ano publicou o seu primeiro libro de poemas, “Cançons i elegies”, ao qual seguirom “L’alta Llibertat” (1920), “Cant i paraules” (1936), “Sempre i ara” (1946), “És a dir” (1960) e “L’esperança encara” (1968). A sua poesía – muito alonxada do classicísmo propugnado por Riba – é a expresón do seu mundo quotidiano (em xeral, o poema está motivado por algúm acontecimento familiar, unha lembrança, etc…) e presenta unha grande sinxelêza técnica e unha delicada musicalidade.

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