
Opinións sobre os sonhos. Há quatro clásses de sonhos: o claro, o confuso, o suxerído, e o natural. Os antigos distinguíam cinco clásses de sonhos: sonho, visón, dráculo, ensonhaçón e apariçón. Ainda que o corpo durma o espírito vela (Hipocrates). O cérebro é o ponto onde están assentes as faculdades intelectuais, e por isso é a fonte dos sonhos. Este orgań quando goza de perfeita saúde enxêndra (se é lícito valer-se désta expresón) as ensonhaçóns, que dán marxém às imáxes e às sensaçóns recebidas durante a noite, ván afectar os nervos, o carácter e o temperamento. Por exemplo: Os Sanguíneos, costuman sonhar com féstas, diversóns, amoríos, ou xardíns. Os Biliosos, com zaragatas, combates, desgrácias etc… Os Flemáticos, com o mar, rios, navegaçóns, naufráxios, etc… Os Melancôlicos, com têbras, passeos nocturnos, fantásmas, mortes, etc… Os Temperamentos Mixtos como: Sanguíneo-Melancôlico, Sanguíneo-Flemâtico, Bilioso-Melancôlico, etc… Misturam nos seus sonhos o próprio de âmbos os temperamentos. Apreçabam muito os antigos a interpretaçón dos sonhos, e os sábios do Exípto valiam-se de tablilhas sagradas para descifrar os mesmos, ainda que non tiveram dados suficiêntes para adivinhar o futuro. Pois, unha das funçóns dos Magos, era precisamente a de explicar os sonhos. No Exípto, a casta sacerdotal estaba dividida em duas partes: Jannés e Membrés, isto é “Esplicador” e “Permutador” (o que efectuaba os prodíxios). Eles anotabam as suas interpretaçóns, descubrimentos e milágres, e unha inemterompida série de memórias, que formabam um “Corpus” de Ciência e de Doutrina, no qual os sacerdotes exípcios basabam os seus conhecimentos phísicos e morais; observando também baixo estes princípios o curso dos ástros, as inundaçóns do Nilo, ademais de outros fenómenos. A história ensína-nos, que o Faraó mandou reunir os Magos do Exípto, com o obxectivo de interpretar um sonho, cuxa glória foi obtída polo patriarca Jossé. Chama-se Sonho: quando baixo certa indirecta imáxem se manifésta a verdade. Visón: se retornado à vixília, lhe reaparece o mesmo que durante o sonho. Oráculo: à rebelaçón ou advertência recebida pola noite. Ensonhaçón: se o sonhado durante a noite, parece que se nos reproduze durante o dia. Apariçón: o que os gregos chamabam “Phantasma”, é ésta unha visón nocturna e quimérica, que costumam experimentar os infântes e os anciâns. Déstas cinco clásses de sonhos, as quatro primeiras tenhem algo de verídico, mas a última resulta enganosa.
MANUEL CALVIÑO SOUTO