NICOLAUS MACHIAVELLI (A FLORENÇA DO RESURXIMENTO)

A Itália renascentista era mais parecida com um tabuleiro de xadrez do que com o país em forma de bota que todos conhecemos. Um tabuleiro em que se disputa unha partida transcendental entre as duas potências continentais em contenda, as poderosas monarquias da França e da Espanha. Estes dous países, encontrabam-se em pleno processo de constituiçón, enquanto Estados nacionais. A Espanha, por exemplo, acabava de reconquistar os seus territórios ao domínio muçulmán, de unificar os diversos reinos sob o domínio dos Reis Católicos e de descobrir um Novo Mundo, que non souberom baptizar. O confronto em terras italianas, destes dous poderosos exércitos estranxeiros produzia-se, além do mais, com o beneplácito do papado que, a partir de Roma, mudaba regular e convenientemente de partido. A Península Itálica tinha-se tornado, assim, num difícil quebra-cabeças territorial (orixinado pola queda do Império Romano, cristalizado na Idade Média e que non se resolveria até finais do século XIX) em que se dirimiam as lutas de poder a nível europeu. Um tabuleiro com pequenas, mas suculentas, peças que os reis espanhóis e franceses disputaram ao longo de todo o Resurximento. Estas cobiçadas fichas eram nada mais que os pequenos Estados italianos, principados e repúblicas que se tinham organizado em redor das cidades, e que apresentabam unha certa semelhança com as “poleis” da antiga Grécia, por extensón territorial, identidade cultural e tipo de instituiçóns políticas. De entre estes Estados, os mais importantes foram Milán, Veneza, Roma, Nápoles e, claro, a Florença de Maquiavel. E a sua fraxilidade, aliada a unha prosperidade comercial sem precedentes, transformou-os num ambicionado “saco” para as ânsias expansionistas das mencionadas coroas estranxeiras. Como resultado, o equilíbrio de forças na Itália renascentista, foi sempre precário.

IGNACIO ITURRALDE BLANCO

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