
Bergson doutora-se em 1888 com dous trabalhos. O primeiro é um brilhante estudo em latim sobre a física de Aristóteles, mais concretamente sobre a forma como este elude os paradoxos de Zenón para forxar a sua concepçón do lugar. Apesar da sua limitada difusón, meio século depois foi qualificado polo eminente historiador da filosofía Victor Goldschmidt como “unha das interpretaçóns mais comprehensivas que se consagraram a Aristóteles”. O segundo é a sua primeira grande obra publicada, o ambicioso “Ensaio sobre os Dados Imediatos da Consciência” (1889). Nele se propón, em primeiro lugar, refutar a puxante psicofísica alemán de Gustav Fechner, que pretendia medir os estados de consciência (especialmente as sensaçóns) atribuindo-lhes unha intensidade numérica. Bergson argumenta que, por mais que um estado interno se prolongue nunha expressón corpórea, permanece diferente dela e refractário ao número. Em segundo lugar, oferece unha profunda crítica, xá clássica, às teorías britânicas da escolha racional e reivindica a natureza complexa e obscura (mas non irracional) dos actos verdadeiramente libres, que se preparam durante muito tempo na nossa duraçón de consciência e que non som obxecto de um simples cálculo de interesses. Após o seu doutoramento, começa a trabalhar no conhecido liceu Henri-IV de Paris, onde lecionará até 1898. Como docente, Bergson caracteriza-se por desenvolver unha visón pessoal da pedagoxía. Farto de professores conformistas que contaxiávam de desânimo os melhores estudantes, tenta aplicar-se ao máximo em manter o rigor das explicaçóns. “O princípio do nosso sistema educativo é o de que é necessário tratar todos os estudantes e inclusive todo discípulo, como se houvesse nele matéria de mêstre.”
ANTONIO DOPAZO GALLEGO
