Arquivos diarios: 14/01/2021

PLOTINO (AMÓNIO SACAS)

A primeira notícia que temos da vida de Plotino é que, aos 28 anos, foi víctima de unha forte inquietaçón espiritual que o levou a abandonar as suas ocupaçóns e a casa de família, e rumar a Alexandria para ouvir os filósofos mais reputados de entón. Como muitos xovens, procuraba um fio conductor que lhe permitisse orientar-se racionalmente num mundo que percepcionaba sob a agressiva e desconcertante forma do absurdo. Este “impulso” pola filosofia, no entanto, non obteve unha satisfaçón imediata: as suas experiências como ouvinte non foram boas, e Plotino saía das aulas cabisbaixo e triste, mais confuso do que entraba. Ninguém era capaz de acalmar a sua axitaçón interior, que muitas vezes se traduzia em frustraçón e, inclusivamente, em mau xénio para alguém tán pacífico e amábel como ele. Conheceu as principais escolas de filosofia grega da época ( estoicismo, platonismo, aristotelismo, neopitagorismo), e, por outro lado, o pensamento relixioso (…) que, desde a chegada de Filón no século I, se tinha difundido na zona oriental do Império (…). No entanto, nenhunha dessas correntes o satisfez. Tivo de ser o platónico Amónio Sacas a mudar a sua sorte: “Este é quem eu procuraba!”. Com Amónio, Plotino gritou “terra à vista”. De resto, non foi o único: apesar de non dispormos dos seus textos (que devem ter sido escassos, se é que existiram), sabemos polos seus discípulos (Erénio, Orígenes e o próprio Plotino) que Amónio foi um mestre de importância superior, sem dúvida o grande iniciador intelectual do neoplatonismo. O pouco que sabemos do seu pensamento é que, após ter renegado do cristianismo a favor de estudo da filosofia grega, começou a fundir as doutrinas de Platón e Aristóteles. Quando Plotino o descubriu, andaba ocupado com problemas xá propriamente alexandrinos e non clássicos. Destas inquietudes resultou a sua teoría da “unión inconfundíbel”, segundo a qual a alma, embora sendo transcendente ao corpo, une-se intimamente com el, conservando, ao mesmo tempo, a sua integridade. Dito de outro modo, esta teoría era unha maneira de tornar compatíbel a diferença “de direito” alma-corpo

ANTONIO DOPAZO GALLEGO