
Na infância, a experiência imediata do mundo, embora pautada por interpretaçóns induzidas na criança pola fala materna, pola família, pola escola, tem xá estructuras que antecipam o desexo de saber rigoroso que depois será comum à filosofia e à ciência. Estas estructuras, como som da pura experiência imediata do mundo, mantêm-se na realidade comuns a todo o xénero humano, ou melhor, a todos os seres capazes de conhecimento do mundo. Mais à frente analisaremos com algum pormenor em que consistem estas formas xerais de primeiro contacto cognoscitivo com o mundo (ou com os estractos elementares do que, crescendo sempre em complexidade, poderá com o tempo chamar-se propriamente mundo). Mas, por agora, é importante identificar somente um factor da “experiência das cousas” imediatas do mundo, que é chave em toda a fenomenoloxía. Refiro-me ao que Husserl, muito tradicionalmente, designou como a sua “teleoloxía”. Esta é unha palabra que deriva de “telos” (fim ou meta, em grego clássico), que vamos tentar esclarecer precisamente na perspectiva de quem menos pressupostos pode ter: um bebé. Para el, aberto de forma sensíbel ao mundo, “teleoloxía” referir-se-ia ao que na realidade desperta o seu interesse e o mantém. Unha criança muito pequena, de barriga para cima no berço, olha fixamente, quase com ansiedade, para os bonecos que dançam perto da sua cabeça enquanto soa unha cançón reduzida à linha das suas notas mais relevantes. Os bonecos, que rodopiam lentamente, están fora do alcance das máns da criança, contudo, quando começa a música, o movimento, o balançar das cores, a criança non se limita a dar unha olhadela a este espectáculo, mas fica absorta a viver a experiência de corpo e alma. Os olhos abrem-se até adoptar o xesto do susto, desmentido polo sorriso no início, mas que acabará por ser um verdadeiro aborrecimento. Os braços levantam-se e os dedos imitam a pressón. As pernas também levantadas servem como ponto de apoio para tentar que as costas axudem o peito a erguer-se. A experiência da maravilha das cousas prende a “atençón e o interesse” de qualquer criança, que dedica o conxunto das suas forças a tentar reter o obxecto do seu assombro, a aproximar-se dele o máximo possíbel, até mesmo a engoli-lo. Se o pai se distrair e aproximar demasiado um dos bonecos, logo que a mán da criança lhe pegar, todo o corpo puxa violentamente polo patinho amarelo até ao colchón do berço, e imediatamente a boca do petiz se baba. Se este apaixonado interesse em tocar, ouvir, ver, saborear a cousa atractiva se prolonga e se vê defraudado, começará um pranto lancinante, que para unha pessoa pouco acostumada a estar perto de um berço irá parecer sintoma de um mal gravíssimo. Será que a criança se queimou ou se picou com um alfinete perdido entre os lençóis? Terá algunha dor insuportábel? Quase o mesmo acaba por ocorrer se o boneco acabar entre as xenxivas e bem chupado. Agora estes brinquedos até tenhem sabor a fruta, mas quando non tinham o prolongamento da experiência na tentativa de mastigar o patinho era logo unha decepçón evidente, com o mesmo resultado de pranto furioso e alarmante. Além de o movimento se ter interrompido, esta cousa que xá non vexo non só non sabe a nada como é dura e noxenta. é a mensaxem que o pai recebe. E como ele sabe que a experiência do mundo real no filho tem de se ir formando a partir destas expectativas entusiasmantes e destas terríveis decepçóns, aos prantos em que terminam todas as fases da aprendizaxem infantil os pais respondem mais com um sorriso do que com o alarme que a crianza lhes pede aos gritos.
MIGUEL GARCÍA BARÓ