Arquivos diarios: 27/12/2020

ESCRITORES HISPÂNOS (O LIBRO DE APOLONIO)

Apolonio, Libro de. Anónimo, que pertence ao mester de clerecía. Trata-se de um poema de 2600 versos, escrito em quaderna vía e ( segundo Marden), composto ó redor de 1235-1240. Está basseado probabelmente nunha versón latina em prossa que se perdeu. O texto está cheio de aragonessísmos. A obra tem características bizantinas: abundam os piratas, os naufráxios, os amantes som separados, mas ao final se reencontram, etc… Muitas dessas lendas bassam-se em Apolonio, rei de Tiro, e a maioria estám tomadas da “Historia Apollonii regis Tyri”. O orixinal carece de forza estructural e têm inconsistências no argumento, que a miúdo resulta totalmente inverossímil, mas o poeta hispânico melhora substancialmente a obra em ambos os aspectos. O manuscrito encontra-se no Escorial. Apolonio é o predecessor do “perfeito cabalheiro” que se impón como herói nos libros de cabalaría. Apolonio descobre o amor incestuoso que existía entre o rei de Antioquía e a sua filha, e vê-se forzado a escapar para Tarso. Desde ahí, o herói vive unha multitude de incríbeis aventuras e coincidências que terminam de unha maneira igualmente arbitrária e que o levam a mostrar constantemente a sua virtude e a sua fé em Deus e na sua recompensa eterna. Como na maior parte das obras medievais, as personáxes non estám trazadas com maniqueísmo; non há bons nem maus, mas a obra carece de um desenho profundo da personalidade do herói, que em câmbio sim posse-e o “Libro de Alexandre”. Existem ediçóns modernas.

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ESCRITORES HISPÂNOS (NICOLÁS ANTONIO)

Antonio, Nicolás (Sevilla, 1617-1684). Bibliógrafo e erudícto. Acredita-se que a sua biblioteca pessoal chegou a ter trinta mil volûmes. A sua “Bibliotheca hispana vetus” (Roma, 1672) foi o primeiro intento sério por documentar todos os libros escritos na peninsula, desde tempos romanos até mil quinhentos. A sua “Bibliotheca hispana nova” (Roma, 1696), publicada póstumamente, chega até 1670. A obra de Antonio foi mais tarde revisada e aumentada por Pérez Bayer (Madrid, 1783-1788).

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ESCRITORES HISPÂNOS (ANÓNIMAS PERUANAS)

Anónimas peruanas. Duas poetisas peruanas do século XVII, unha das quais é completamente desconhecida. A outra utilizou o pseudónimo de “Amarilis”. Escreberom, respectivamente, “Discurso en loor de la poesía”, publicado por Diego Mexía em “Primera parte del parnaso antártico” (1608), e “Epístola a Abelardo”, dirixida a Lope de Vega, quem a publicou ao final da sua “Filomena” (1621). Menéndez y Pelayo afirmou ter descoberto que “Amarilis” era dona María de Alvarado, unha descendente de Gómez de Alvarado, conquistador que tinha fundado a cidade de León de Huanaco. Asenjo Barbieri e Millé y Jiménez atribuírom a “Epístola” ao mesmo Lope, mas Mendiburu suxeríu a Isabel de Figueroa, Moró Quesada xulgou que era de María Rojas e Garay e Riva Agüero pensarom em María Tello de Soutomayor.

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