Arquivos diarios: 25/12/2020

ESCRITORES HISPÂNOS (PADRE JUAN ANDRÉS)

Andrés, Padre Juan (Planes, Valencia, 1740-1817). Erudícto Xesuíta que foi expulsado xunto com os seus companheiros em 1767. Foi nomeado bibliotecário do rei de Nápoles, e ahí escrebeu unha das primeiras histórias de “Europa, Orixem, progressos y estado actual de toda la literatura” (que foi traducida ao castelán polo seu irmán Carlos em dez volûmes, 1784-1806; o orixinal italiano tinha sete volûmes, Parma, 1782-1799). Andrés mostrou a influênça da cultura árabe na civilizaçón europeia em “Cartas sobre la música de los árabes”, obra que se incluíu na “Letteratura turchesca” (Venecia, 1787) de Giovanni Battista Toderini. “Cartas familiares” (1786-1793, quatro volûmes, reeditada em cinco volûmes, 1791-1794) introducíu muitas ideias forâneas em Espanha, continuando com a tradiçón do padre Feijoo. Os seus gostos eram exclusivamente neoclássicos: consideraba a “Gerusalemme liberata” a obra épica mais perfeita escrita até ao seu momento, e non apreçaba nem a Lope nem a Calderón, assim como tampouco gostaba de Dante ou Shakespeare.

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ESCRITORES HISPÂNOS (OLEGARIO VÍCTOR ANDRADE)

Andrade, Olegario Víctor (Alegrete, 1839-1882). Poeta e xornalista arxentino nascido no Brasil. A sua poesía, de corte romântico, mostra a influênça de Hugo e de Manuel José Quintana. Foi recolhida em “Obras poéticas” (1887). O verso, cheio de sonoridade, a miúdo chega a parecer trivial, mas em Atlântida e Prometeo o seu estilo repetitivo salva-se pola xenuina visón da grandeza do seu continente. A melhor ediçón das suas obras é a da Academia Arxentina de Letras (1943). Prometeo é, segundo o próprio autor, “um canto ao espírito humano, soberano do mundo, verdadeiro emancipador das sociedades escrávas de tiranías e sperstiçóns”. O seu poema mais conhecido foi “El nido de los cóndores”, para o qual se inspirou no regreso do cadáver de San Martín á Arxentina. Andrade escrebeu também num estilo mais sôbrio “La vuelta al hogar”, “El consejo maternal” e “Las flores del guayacán”.

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