
Um poeta de Córdoba, Abén Guzmán, que viveu a finais do século XI e inícios do XII, compuxo um Cancioneiro, que logrou chegar até aos nossos dias e que foi publicado por Nykl, graças ao qual podemos conhecer à perfeiçón este xénero de poesía, tal como se cantaba naquela época entre as xentes de Al-Andalus. Julíán Ribera e Nykl suponhem que o mencionado “zéjel” àrabe-andaluz, e com el numerosos elementos da ideoloxía amorosa a que servia de vehículo, influírom nos começos da poesía provênçal, e sobre tudo no primeiro dos trovadores conhecidos da referida escola, Guilhermo de Aquitânia. À semelhança de quanto afirmamos no capítulo anterior a propósito das oríxens e difusón da poesía épica, non podemos imaxinar-nos tampouco que o pobo se sentira interessado pola lírica, como unha pura forma literária. A poesía era entón simplesmente – como para infinitas xentes o é ainda hoxe – a letra das suas cançóns, e só considerando-a baixo este aspecto pode ser entendida. Pensamos primeiro que, à falta de outras diversóns, o pobo daquelas épocas debeu sentir a necessidade do canto e da danza como meio irrenunciábel de esparcimento; agora mesmo, nos nossos dias, sobre tudo em certos meios populares e em especial entre as xentes andaluzas, como alívio do tédio ou do trabalho salta unha cançón, e ela só é um motivo de festa. Todavía mais: a poesía, letra de um cantar, brota instintiva e inevitabelmente em circunstâncias inumerábeis da vida; inspirada na ociosidade dos quarteis ou dos campamentos, as festas cívicas ou relixiosas, a solidón do campo ou das suas taréfas, a presença ou a nostalxía do ser amado, o gozo dunha victória, a alegría repousada ou báquica, as romarías, as guardas, a ronda nocturna. A poesía assím entendida, inunda a vida toda, brota em lábios de qualquer como expresón espontânea, cada vez que se acende unha chispa de emoçón e forma um caudal inesgotábel de sentimento lírico popular. Se a épica, como vimos, necessitou para seu vehículo de difusón os “Xograres”, non cabe negar que estes forom também parte muito importante para criar e difundir a lírica (como elemento que era de diversón monopolizado por eles), mas acreditamos que em proporçón infinitamente menor; Qualquer podía inventar ou repetir em infinitas circunstâncias a letra de unha copla. De aquí a existência de um imenso substracto de lírica popular, tradicionalmente conservada e incesantemente renovada, que é necessário supor ainda que faltem os textos que no-lo mostrem. Assim o afirma Menéndez Pidal ao soster para a lírica as mesmas ideias da teoría tradicionalista, que tinha defendido para a épica: “Há que pensar – escrebia num dos seus primeiros trabalhos sobre a lírica castelán – que todo xénero literário que non sexa unha mera importaçón extranha, surxe de um fundo nacional, cultivado popularmente antes de ser tratado polos mais cultos… A indíxena popular está sempre como base de toda a produçón literária de um país, como o terreno onde toda raíz se nutre, e do qual se alimentam as mais exóticas semêntes que a el se levem. A subtileza de um estudo penetrante atopará o popular quase sempre, ainda no fundo das obras de arte mais pessoais e refinadas.”
J. L. ALBORG