Arquivos diarios: 22/11/2020

ESCRITORES HISPÂNOS (ANALES TOLEDANOS)

Anales toledanos. Três listas de feitos e datas que abarcam o período que vai desde o princípio do mundo até ao reinado de Fernando III. O seu único interesse é de ordem filolóxico, pois serve como exemplo do castelán inicial. Os primeiros anais forom escritos durante o reinado de Fernando III o Santo, entre 1219 e 1250. O segundo, probabelmente fora escrito por um “moro latinado”, o terceiro chegou até 1391.

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ESCRITORES HISPÂNOS (ANALES DE LOS XAHIL)

Anales de los Xahil. Importante colecçón de lendas precolombinas e de feitos históricos da tribu Cakchiquel de Guatemala e escritos nessa fala. Também se conhece com o nome alternativo de Memorial de Tecpán-Atitlán, lugar que reivindicarom como seu. Os compiladores forom o indio Hernández Araná Xahilá e Francisco Díaz Geburá Quej. Juan Gavarrete encontrou o seu manuscrito em 1844 e foi traducído para o castelán a partir da traduçón francêsa, por José António Villacorta. A mais impressionante das lendas é a que conta a história da captura dunha princesa, que levou à guerra as tríbus Quechua e Cachikquel.

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ESCRITORES HISPÂNOS (ANALES DE LA UNIVERSIDAD DE CHILE)

Revista fundada em 1843. Foi unha das primeiras publicaçóns Hispano-Americanas que tratou temas científicos e literários. Segue aparecendo. Unha das suas secçóns mais importantes é “Críticas y reseñas bibliográficas”, que é a principal fonte para o conhecimento da bibliografia chilena. Entre os seus editores podemos citar a Guillermo Feliu Cruz (1954-1963) e o seu sucessor Álvaro Bunster.

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ESCRITORES HISPÂNOS (ANALES CASTELLANOS)

Anales castellanos. Duas listas de feitos e datas que cubriam a história universal e espanhola desde o ano 618 ao 1.126. Xuntos forman um dos primeiros textos escritos da fala castelán.

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ESCRITORES HISPÂNOS (JUAN BAUTISTA AMORÓS)

Amorós, Juan Bautista (Madrid, 1856-1912). Novelista e contista que utilizou o pseudónimo de “Silvério Lanza” e foi pioneiro na ficçón psicolóxica. “El año triste” (1883) foi a sua primeira novela. As suas melhores obras forom “Ni en la vida, ni en la muerte” (escrita para atacar o caciquismo e que lhe custou um xuízo); “Mala cuna y mala fosa” e “Artuña”. Os contos forom reunidos em “Cuentecillos sin importancia” e “Cuentos para mis amigos”. Sempre excêntrico, morreu como recluso. Ramón Gómez de la Serna, que escrebeu o seu obituário e um epílogo para as suas “Páginas escogidas e inéditas” (1918), recebeu a influênça de Amorós.

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ESCRITORES HISPÂNOS (ENRIQUE AMORIM)

Amorim, Enrique (Salto, 1900-1960). Novelista e contista uruguayo que pertenceu ao grupo “Boedo”. Quase todas as suas novelas transcorrem nas pâmpas e poboados da Arxentina. O seu estilo é sinxélo, com frequência pedestre, mas a sua imaxinaçón resulta poderosa e a sua narrativa fluie sem tropezos. A primeira novela, “Tangarupa” (1929), esteve influenciada por Horácio Quiroga, e “El paisano Aguilar” (Buenos Aires, 1934) era unha variaçón de “Don Segundo Sombra”; mas Amorim começou a encontrar o seu próprio estilo em novelas posteriores: “La edad despareja (1939), que foi unha denuncia do empobrecimento espiritual do mundo moderno; “El caballo y su sombra” (1941), sobre os conflíctos entre inmigrados e nativos; “La luna se hizo con agua” (1944); a fracassada novela de tese “La victoria no viene sola” (1952); “Zanga” (1952); “Corral abierto” (1956), sobre a relaçón entre pobreza e críme; “Todo puede suceder” (1956); “Los montaraces” (1957); “La desembocadura” (Buenos Aires, 1958), que trata de resumir a história do país simbolizándo-a na vida de um típico pioneiro; e a novela que se publicou despois da sua morte, “Eva Burgos” (Buenos Aires, 1960), sobre a traxédia dunha prostituta, a sua caída e o seu suicidio.

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