Arquivos diarios: 21/10/2020

ESCRITORES HISPÂNOS (ALFONSO ÁLVAREZ DE VILLASANDINO)

Álvarez de Villasandino, Alfonso (Villasandino, Burgos, c. 1345- c. 1425). Também é conhecido como “de Illescas”. Foi poeta das cortes de Enrique II e Juan I de Castela. Escrebeu sobre matérias de relixión e poemas amorosos e de encargo. As suas sátiras som intelixentes e a sua facilidade técnica resulta evidente, ainda que as suas poesías som de desigual qualidade. Pero Niño, conde de Buelna, empregou-o como autor de cançóns amorosas. As suas primeiras obras forom escrítas em galego, mas logo passou ao castelán. No Cancioneiro de Baena incluiem-se mais de cem poemas seus; mais que de ningúm outro poeta.

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ESCRITORES HISPÂNOS (GABRIEL ÁLVAREZ DE TOLEDO Y PELLICER)

Álvarez de Toledo y Pellicer, Gabriel (Sevilla, 1622 – 1714). Poeta e historiador de ascendência portuguesa. Foi secretário e bibliotecário de Felipe V e um dos membros fundadores da Real Academia Española. A sua poesía, excepçón feita da “Burromaquia, que é burlesca, caracteriza-se por um foro místico e filosófico. Torres de Villarroel publicou as suas “Obras póstumas poéticas, con la Burromaquia” (1744). O primeiro volûme da sua “Histórica de la Iglesia y del mundo” apareceu em 1713.

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ESCRITORES HISPÂNOS (MIGUEL DE LOS SANTOS ÁLVAREZ)

Álvarez, Miguel de los Santos (Valladolid, 1817-1892). Poeta romântico de importância menor que seguíu a linha estilística de Espronceda, a quem conheceu. Álvarez continuou o poema inconclúso deste, “El diablo mundo” em 1852, mas sem a xenialidade que tinha o seu modelo. Esteve envolvido em actividades políticas de signo radical, que o forzarom a sair exiliado para França em 1848. Regresou em 1852, e foi nomeado gobernador de Valladolid em 1854. Entrou no serviço diplomático dous anos despois. A maior parte da sua obra foi circunstâncial. “La protección de un sastre” (1840), novela humorística e cáustica, é bastante melhor que as suas “Tentativas Literárias” (1864).

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ESCRITORES HISPÂNOS (JOSÉ SIXTO ÁLVAREZ)

Álvarez, José Sixto (Gualeguaychú, 1858 -1903). Escritor arxentino autor de contos costumbristas e libros de viáxes. Utilizou o pseudónimo de “Fray Mocho”. Estudou no Paraná e estabeleceu-se como xornalista em Buenos Aires por perto de 1879. Colaborou no “El Nacional”, “La Pampa”, “La Patria Argentina” e “La Nación”, sendo fundador da revista “Caras y Caretas”, que despois publicou alguns contos de Güiraldes. Em 1906 publicou em forma de libro “Cuentos de Fray Mocho”, onde recolhia algunhas narraçóns publicadas na sua revista. A maioria das suas obras forom circunstanciais, mas todavia se lem: “Un viaje al país de los matreros” (1897), sobre a província de Entre Rios; “Memórias de um vijilante” (1897), baixo o pseudónimo de “Fabio Carrizo”, e “Vida de los ladrones célebres y sus maneras de robar” (1887) que, como as “Memórias”, escrebeu a partir das suas experiências como oficial da polícia.

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ESCRITORES HISPÂNOS (HERNANDO DE ALVARADO TEZOZOMOC)

Alvarado Tezozomoc, Hernando de (México, c. 1520-d 1598). Tezozomoc foi filho do penúltimo emperador azteca, Cuitláhuac. Escrebeu em fala castelán unha “Crónica mexicana” que probabelmente debía comprehender duas partes: unha que descrebia a história dos povos indígenas até à chegada de Hernán Cortês, e unha segunda que narraria a conquista. Esta probabelmente nunca chegou a ser escríta. A primeira parte foi publicada por lord Kingsboroug em 1848 em “Antiquities of Mexico” e foi traducida ao françês e publicada em 1853. A obra é a miúdo obscura e está escrita em castelán bastante rudimentário. Como Alva Ixtlilxóchitl, Tezozomoc carecía de um sentido histórico da cronoloxía, pois a ambos lhes resultaba difícil acordar o antigo calendário indígena com o gregoriano. Segundo Orozco y Berra, “a Crónica de Tezozomoc apresenta a lenda na sua prístina sinxéleza; tem o sabor dessas relaçóns conservadas desde tempos remotos polos povos selvaxens, transmitidas de xeraçón em xeraçón… pinta as façanhas e as costûmes dos heróis – narra as causas que motivarom as guerras e os resultados destas… os diálogos som naturais, o estilo é duro, descuidado, próprio dos povos aos quais pertence…”. A fonte na qual se basou Alvarado Tezozomoc foi, como no caso da “História de las Indias” de Durán, a “Relación del origen de los indios que habitam esta Nueva España según sus histórias” de um historiador anónimo que foi seguramente um indígena seglar.

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