
Como adolescente, foi um proeminente alumno do Liceu Condorcet, um dos mais antigos e prestixiados da capital francesa. Aí beneficiou de unha formaçón integral, igualmente esixente em ciências e letras, na exactidón e na composiçón, o que xerou unha certa tensón entre os seus professores quando o aconselharam sobre a sua escolha posterior. Aos 18 anos, non por acaso, foi escolhido para ingressar na École Normale Superieure, instituiçón criada após a Revoluçón e potenciada por Napoleón, que ainda hoxe se encarrega de selecionar os melhores alumnos para os transformar na vanguarda docente da França. Quando se decidiu polas letras, o seu professor de matemática entoou um célebre e profético lamento: “você teria sido um matemático; agora non será mais que um filósofo”. Bergson ganhara, meses antes, o prémio nacional do importante Concurso Geral de Matemática ao apresentar a soluçón para um problema de Pascal sobre círculos tanxentes. Esta foi, ironicamente, a primeira publicaçón de um autor chamado a pôr a descoberto os abusos da ciência do seu tempo. Xá na École Normale, fez parte de unha turma histórica que incluía o sociólogo Émile Durkheim, o psicólogo Pierre Janet e o político socialista Jean Jaurès, com quem manteve unha tensa rivalidade polas melhores notas e polo reconhecimento dos seus companheiros. Em certa ocasión, um dos seus professores teve a divertida ideia de que se enfrentassem em público: Jaurès reconstruiria um discurso perdido de Cícero, e Bergson teria de refutá-lo. O choque foi um espectáculo que evidenciou a diferença de temperamentos. Se Jean deslumbrou os seus camaradas pola sua cordialidade e eloquência, fazendo com que eles explodissem em sonoros aplausos, a réplica de Henri foi proferida com tal destreza argumentativa que quando terminou fixo-se um silêncio de assombro: o edificio do seu rival tinha sido meticulosamente e totalmente demolido. Embora o político tivesse sido sempre mais carismático durante os estudos, o filósofo impôs-se no final da licenciatura. Durante estes anos, o xovem permaneceu fiel “sem reservas” à filosofia evolucionista de Spencer. Essa doutrina encarnava o orgulho dos cientistas perante a anacrónica modéstia dos seguidores de Kant e o ecletismo vago de certos espiritualistas franceses, concentrados à volta do influente burocrata Victor Cousin, que Bergson detestaba. Entre tanto conformismo, à sua ambiçón faltava-lhe ar. Para uns, de facto, Kant tinha deixado tudo tán bem feito, que à filosofía xá non lhe restava qualquer marxem de inovaçón. Tudo o que fosse questionar a relactividade do nosso conhecimento era cair novamente em velhos delírios. Para outros, em consonância, filosofar era entoar esgotados discursos que sintetizavam “ad nauseam” as ideias existentes e cantavam as virtudes da relixión histórica. Um pobre consolo para a derrota.
ANTONIO DOPAZO GALLEGO