AGRARISMO E OBREIRISMO NO CONDADO

As finalidades agraristas concretábam-se em 1930 nunhas aspiraçóns agropecuárias (melhoras de maquinária; abonos para os asociados; seguros mútuos; axudas municipais; revisón de frêtes; destilaçón libre de bagazos; luta contra as adulteraçóns; fomento de vías…). E unhas aspiraçóns educativas (ensino obrigatório; construçón de escolas; clásses nas escolas relacionadas com a agricultura; escolas especializadas; destinar à Galiza os mêstres que conheçam o idioma galego). A estas ideias xerais estabam adscríptos, quanto menos, as sociedades agrárias e sindicatos agrícolas de: Padróns, Pias, Cristinhade, Areas, Arcos, Fontenla, Pontareas, Guláns, Ribadetea, Moreira, Casteláns, Frades, Lira, Gargamala, Fornêlos, Pesqueiras, Mondariz e Salvaterra. Estas integrábam-se na chamada Federaçón Agrária de Pontareas, que se rexía por uns estatutos que, reformados no 1930, marcabam claras pretensóns políticas eleitorais, regulando o sistema interno de designaçón de candidatos para presentar a “concegales” ou diputados. Da Federaçón emanaba um Comité Político-Administrativo que entendia de questóns eleitorais, composto por “tantos delegados como porçóns de cinquenta ou fraçóns que componham as asociaçóns federadas…” (ponto 1). E “unha vez proclamados candidatos, estes estaram suxeitos à acçón cidadán a que lhes obrígue o Comité, até ao dia mesmo da eleiçón, e se resultaram triunfantes, deberam soster e defender com preferência nos municípios, províncias e cortes, o programa mínimo das asociaçóns afectas ao Comité” (Ponto 13). Tudo isto era o resultado das experiências dum asociacionismo que tivera que loitar a cotío, primeiro sem êxito e depois com el, contra a infiltraçón de elementos conservadores, num intento de desvirtuar os autênticos nûcleos agraristas, a través do confusionismo. Os métodos mais empregados consistiram em contrarrestar o agrarismo “organizando também sociedades (copiando inclúso os regulamentos) ou infiltrando-se nelas para utilizar as suas forzas. Podendo-se así dar o caso de que sociedades e sindicatos criádos para redimir aos agricultores, chegaram a ser instrumentos dos próprios elementos que tanto os tinham combatido”.

PUBLICADO EM A PENEIRA (ANO I – 1984)

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