
Alcázar, Baltasar del (Sevilla, 1530-1606). Foi soldado e poeta xocoso. Os seus versos som lixeiros e humorísticos e nunca considerou que a sua obra merecera ser publicada. O seu amigo Francisco Pacheco preservou algunhas mostras do seu trabalho, em que se combinam a fluidez com a graça e o rítmo. De carácter alegre, merece plenamente a frase de Jáuregui: “non só é superior a todos, senon entre todos singular”. Os seus muitos epígramas forom escritos baixo a influênça de Marcial. Som interessantes no aspecto estilístico, ademais de rebosar intelixência. Os seus sonetos tenhem qualidade e os seus poemas amorosos resultam com frequência exquisitos. Os seus versos mais característicos, som, non obstante, aqueles nos que canta a vida prazenteira, como: “La cena jocosa”. “En Tres cosas me tienen preso”, no qual o poeta eloxia com igual entusiasmo à sua amada, o pernil e as berenxenas recheias com queixo. Reunirom as suas obras, Espinosa (1605); López de Sedano (1776-1778); Estala (1797); De Castro (1854) e Rodríguez Marín (1910).
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