
Aguilera Malta, Demetrio (Guayaquil, 1909). Poeta equatoriano, ensaísta, contísta e dramaturgo. Ó princípio foi conhecido por unha notábel colecçón de contos “Los que se van” (Guayaquil, 1930), que é unha obra feita em colaboraçón com Joaquín Gallegos Lara e Enrique Gil Gilbert, que formabam xunto com José de la Cuadra e Alfredo Pareja o grupo de Guayaquil. Mentras estaba em Espanha estudando impressón em offset, surprehendeu-o a Guerra Civil. Uníu-se às tropas republicanas como reporteiro, e escrebeu “¡Madrid! reportaje novelado de una retaguardia heroica” (Barcelona, 1937), relatos vivos de sucessos locais no mesmo estilo de C. Z. (Canal Zone) Los Yanquis en Panamá (1935). O seu teatro foi bem recebido num país pobre em dramaturgos. A sua melhor obra é Lázaro ( com influências de Marcel Pagnol) e Infierno negro (1967), sobre a condiçón dos negros na história. A colecçón de contos Siete lunas y siete serpientes (1970) volta sobre a esixência da xustiza social para os pobres e despoxados, que xa fora tratada em “Los que se van”. As suas novelas mostram um progresso constânte em madurês e complexidade. O protagonista de Don Goyo (1933) simboliza com a sua grande forza o ímpetu criativo da xungla, mentras que La isla virgen (1942; refeita em 1954) presenta unha selva povoada polos filhos de Don Goyo, que se fundem com a maleza e as feras selvaxes, para vencer as forzas cégas do progresso. As suas novelas posteriores formam unha série de “Episódios americanos”: Una cruz en la Sierra Maestra (1960), sobre a Revoluçón Cubana; La caballeresca del sol (1964) sobre a amante de Bolívar, Manuela Sáenz; El Quijote de El Dorado (1964), sobre o conquistador Orellana; Un nuevo mar para el rey, sobre o descobrimento do Pacífico por Balboa e seus amores com unha xovem india; e El secuestro del general (1973), que é unha efectiva sátira contra a dictadura. O seu “realismo máxico” é um ingrediente importânte do estilo que Asturias, Carpentier e sobre tudo García Márquez forom adoptando nas suas últimas novelas.
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