MONSIEUR PASCAL
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O orgulhoso pai levou Pascal às reunións do teólogo e matemático Marin Mersenne para que adquirisse os conhecimentos que alí eram apresentados. E non eram poucos, xá que Mersenne foi um home do mundo, trocou correspondência com cientistas de toda Europa entre os quais se incluía o próprio Galileu Galilei, e recebeu na sua sala os melhores representantes da intelixência parisína. Entre os convidados das suas reunións, devemos destacar a presença do grande filósofo da época, René Descartes. Mersenne e Descartes conheceram-se no coléxio xesuíta de La Flèche e, desde entón, mantiveram unha boa amizade e partilharam inquietaçóns filosóficas. O xovem Pascal soube aprender com estas reunións e passou rapidamente de mero espectador a partícipe activo nos debates. Assim, com apenas 14 anos, atreveu-se a criticar o recém-publicado “Discurso do Método” de Descartes na sala de Mersenne, e embora o conteúdo dessa crítica non tenha chegado até nós, sabemos que a precocidade de Pascal surpreendeu os outros assistentes. Quando tinha 16 anos escrebeu o seu “Tratado Sobre as Cônicas” (Traité sur les Coniques). e pouco tempo depois expôs o seu “teorema do hexagrama místico ou pascaliano”. Em 1636, por iniciativa do cardeal Richelieu, entón primeiro-ministro de Luís XIII, A França envolveu-se na Guerra dos Trinta Anos. Os elevados custos do conflicto fizeram que os cofres do Estado françês ficassem sériamente comprometidos, o que afectou os rentistas da câmara municipal, que deixaram de receber o dinheiro que lhes correspondía. Para tentar resolver a situaçón, em1638, os rentistas organizaram unha reunión de protesto. Entre os escolhidos para transmitir o mal-estar pela situaçón estaba o pai de Pascal, Étienne. Quando o cardeal Richelieu recebeu a notícia das suas queixas, encarou-as como unha clara demonstraçón de antipatriotísmo e deu ordem para serem todos presos na Bastilha. Felizmente, Étienne deu-se rapidamente conta do perigo que corría e fuxíu de París para se esconder na casa de uns amigos na rexión de Auvergne. Ficou aí até que um curioso acontecimento protagonizado pola sua filha Jacqueline pôs fim à sua situaçón de foraxido. Jacqueline tinha começado a destacar-se nos meios cortesáns como xovem versificadora; estas qualidades fizeram com que em 1639 fosse escolhida para o papel principal de unha peça infantil que foi representada perante o cardeal Richelieu. Parece que o primeiro-ministro de Luís XIII ficou encantado com a representaçón da menina e quis dar-lhe os parabéns pessoalmente pelo seu bom trabalho, momento em que Jacqueline aproveitou para lhe pedir o indulto do pai. Richelieu, comovido pelo xesto, concedeu-lho e, uns meses depois, nomeou Étienne comissário para o imposto da Alta Normandia. Mas Richelieu, como bom estratega que era, non dava nada de mán beixada; sabía muito bem o que estaba a fazer, confíaba na reputaçón de Étienne e quería utilizá-la; por isso, pedíu-lhe, como pagamento pola sua liberdade e pola sua nomeaçón, que participasse na sangrenta repressón de um motim em Rouen sob as ordens do chanceler Séguier.
gonzalo MUÑOZ BARALLOBRE
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