Arquivos diarios: 03/10/2018

UM “RAIO” CHAMADO PASCAL

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               A experiência de vida dos filósofos non costuma ficar à marxém do seu pensamento, mas há alguns casos em que esta afirmaçón se acentua com especial intensidade.  Pascal é, sem dúvida, um deles, xá que tanto a sua obra como a procura intelectual están íntima e radicalmente ligadas aos acontecimentos que marcaram e definiram a sua vida.  Este filósofo desenvolveu o seu pensamento a partir das suas circunstâncias, às quais pretendia dar unha resposta, e, o que é  mais importante, pretendia viver de acordo com as suas conclusóns e descobertas.  Por este motivo, para começar a compreender a sua obra, primeiro teremos de nos aproximar de quem, segundo Baudelaire, tinha um abismo que se movia com ele.  A 19 de Xulho de 1623, nunha vila do centro de França chamada Clermont-Ferrand, nasceu Blaise Pascal.  Era filho do nobre Étienne Pascal, presidente da Cour des Aides de Clermont, e de Antoinette Begon, filha de um abastado comerciante.  O casal xá tinha unha menina de três anos chamada Gilberte.  Mas as boas notícias do nascimento viram-se de repente obscurecidas, xá que, com apenas um ano de idade, Blaise Pascal começou a ter problemas de saúde e, após meses de consultas médicas, diagnosticaram-lhe unha doença rara sobre a qual pouco se sabe.  Aí começou a relaçón do filósofo com a dor, unha relaçón que durou toda a vida e que, sem dúvida. condicionou substancialmente a sua forma de pensar e de viver.  Como bem destacou Nietzsche, o corpo é unha grande razón.  No meio das más notícias sobre a saúde do pequeno Blaise, nasceu a sua irmán Jacqueline, com a qual mais à frente o filósofo tería unha relaçón marcada pela intimidade e a cumplicidade.  Durante estes primeiros anos de vida, segundo relata a sobrinha de Pascal na biografía que sobre ele escreveu.  Blaise comportava-se com frequência de unha forma estranha: gritava sempre que os seus pais se aproximavam um do outro e tinha um medo terrível da água.  O mais curioso destes episódios, tal como refere esta biografía, é que a família atribuiu o comportamento da criança ao sortiléxio de unha feiticeira.  Para o libertar desta maldiçón, os pais envolveram-se no mundo da maxía e chegaram até a participar num ritual com gatos, com o qual se pretendia pôr fim ao estranho comportamento de Blaise.  Este episódio é um bom exemplo da mentalidade da época, o Barroco, em que o avanço da ciência e da razón non era incompatível com as crenças relixiosas nem com as superstiçóns.  Neste período, o racional, o relixioso e o máxico cohabitavam entre sí.

gonzalo muñoz barallobre

AS COLUMNAS MACIÁ E URIBARRY

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               Nón existiu  a tal “Columna Maciá”, senón a “Columna Maciá-Companys”, organizada por Esquerra Republicana de Catalunya e por Estat Catalá.  Nón sem oposiçón dos Anarco-Sindicalistas – que dominabam o Comité Central de Milícias -, pois, non lhes agradaba a criaçón de unha forza militar por parte de uns partidos, que non eram precisamente revolucionários.  A Columna – mal armada – partíu para a frente a primeiros de Septembro de 1936, e ocupou o sector mais meridional da frente, guarnecida por forzas catalanas – concretamente a do rio Martin e Utrillas, com o quartel xeral em Montalbán.  Inicialmente estaba formada por mil douscentos homes, “armados com fusiles e quatro ametralhadoras.  Para todas estas armas existíam unicamente dez caixas de muniçón.  Este era todo o material bélico que o partido maioritário de Catalunha, ó que pertencía o presidente da Generalitat, tinha conseguido reunir entre o imenso armamento que existía na zona.  Debido a esta escassez de armas, non puido ser organizada unha columna muito mais numerosa, pois había homes suficientes para isso.”  O entrecomilhado pertence ó libro titulado “Guerra en España” (México, 1947) do coronel – Jesús Pérez Salas, xefe da Columna.  Outros oficiais professionais da mesma eram o comandante Iglesias e os capitáns Sierra, Pascual, Invernón e Gómez Descalzo.  Actuaba como delegado político do partido organizador Enrique Canturri, ex-alcaide da Seo de Urgel.  Posteriormente esta Columna foi convertida na Divisón Maciá-Companys e seguidamente na 30ª Divisón.

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               A Columna Uribarry, formou-se em Valencia nos primeiros días da guerra.  Levaba o nome do seu xefe, o capitán da Guardia Civil, Manuel Uribarry Barutell.  Participou na conquista de Ibiza xuntamente com as forzas cataláns do capitán Bayo.  Por discrepânçias entre Bayo e Uribarry, este com a sua Columna, regressou a Valencia e de aí transladou-se para a frente Centro, onde operou em terras extremenhas.  A finais do vrán de 1936 estaba em Toledo e contaba com uns efectivos de 2.600 homes (com trescentas cabezas de gando, detalhe pintoresco, que fala bastante acerca da maneira de guerrear em terras de Castela, por aquelas épocas).  O 31 de Decembro esta Columna foi convertida na 46ª Brigada Mixta, adscrípta à Novena Divisón (frente Tajo-Jarama).  O nome da “Columna Fantasma”, ou foi atribuído a sí mesma – había por aquela época muitos “fantasmas”: patrulhas, autos, etcétera – ou o recebeu polo feito de estar presente em várias frentes de combate.  Ningunha destas Columnas tinha unha indumentária própria, que eu saiba.  Em xeral, as milícias republicanas adptarón o “Mono” azul dos mecânicos e dos trabalhadores da industria, sobradamente incómodo para lutar em campo aberto.  Ó chegar o inverno, o “Mono” desapareceu e cedeu o lugar ás necessárias prendas de abrigo: peles, chaquetóns de pano, ou de couro, simples casacos, calzas “bombachos”, ou com bandas…  Talvez a prenda mais característica desta fase da guerra, fora o passamontanhas.  A Columna Maciá-Companys, polos seus orixens políticos, foi unha das Columnas catalanas que mostrou menos entusiasmo polo “mono”, inclinando-se por unha indumentária entre militar e desportiva, análoga à dos excursionistas.

história y vida (e. v.)