Arquivos diarios: 02/10/2018

BERGSON (SABER O QUE O “DEPOIS” ACRESCENTA AO “ANTES”

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               Talvez sexa possível sintectizar do seguinte modo a filosofía da duraçón, “nada surxe do nada” (caso contrário, qualquer cousa sería possível e perderíamos todo o rigor explicativo), “mas o “depois” acrescenta algo ao “antes” que non estava contido nele”.  Como é isso possível?  Devido à natureza cumulativa e criadora do tempo, que non se pode assimilar a unha deduçón lóxica (se A, entón B; A, logo B) nem a unha suma linear (2 + 2 = 4).  O tempo real aumenta ou diminui na sua produçón de novidade, mas non se conserva idêntico a sí próprio como o espaço:  “é invençón ou non é absoluctamente nada”.  Non é um leque que mostra o mesmo bordado independentemente da velocidade a que o abrimos; é unha orquesta cuxo tempo influi profundamente na peça que produz. E, tal como o esforço que luta por tirar de si mais do que tinha antes. é irreversível.  Bergson parte de unha definiçón “psicolóxica” do tempo baseada, portanto, no modo que temos de o experimentar interiormente.  Mas non permanece fechado nessa definiçón, estendendo-a, por analoxía, à totalidade do universo.  Há unha boa razón para isso.  Na sua opinión, é possível passar gradualmente de um tempo psicolóxico a um tempo físico, mas xamais conseguiremos fazê-lo ao contário.  Daí que sexa preferível partir do mais complexo: se non se tiver em conta a consciência no início, non a encontraremos mais tarde, ficando assim por explicar unha série de fenómenos relevantes. Como veremos, isto non tem importância se pretendermos conhecer o mundo cientificamente. mas tem, e muita, se pretendermos fazê-lo através da filosofía, que se torna, entón, metafísica.  A “metafísica é a experiência total”.  O imprevisível, portanto, non procede de unha limitaçón do nosso entendimento que um Deus ou demónio omnisciente pudesse corrigir, mas da indeterminaçón tomada como princípio verdadeiro do real.  Mais especificamente, procede de unha das duas tendências que o habitam: a que caracteriza o vivente (o consciente, pois a consciência é coextensiva à vida) face ao inerte.

antonio dopazo gallego

AS MEMÓRIAS DE MANUEL DA CANLE (67)

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               Há unha grande diferença entre maxía e feitizaría.  A maxía pode ser inspirada por Spiritos bondadosos e amantes da humanidade; a feitizaria nón, é fructo das relaçóns e evocaçón dos malos espíritos, e por isso só serve para fazer Sortiléxios dos quais resultam malefícios.  Chama-se demonoloxía ou arte de tratar e evocar os demónios.  Ademais disso, nas Sciências Sobrenaturais, a maxía ocupou sempre o primeiro lugar, por isso que nón era a feitizaría quem relacionaba as criaturas que a professabam, com os Spíritos superiores, habitantes das rexións Ethéreas ou Celestiais, senón que mandaba nos Spíritos inferiores, demónios e feiticeiros, que os podía obrigar a desfazer muitos encantamentos, sortiléxios e feitiços.  Ordináriamente a maxía divide-se em branca e negra.  Maxía branca é ainda hoxe a arte de produzir certos efeitos maravilhosos na apariência, mas na realidade  debidos a causas naturais.  Maxía negra ou maxía propriamente dita, polo contrário, produze efeitos sobrenaturais pola intervençón dos Spíritos, e dos anxos maus sobre tudo, sendo polo tanto a “Mater” dos feiticeiros e das bruxas e, de todos os que profesam qualquer arte oculta, ou Sciência que produce efeitos sorprendentes, e inacessíbeis à compreensón vulgar e ó critério de cada um, como: Quiromância, Buena Ventura,  a arte de ler na disposiçón da Baralha de cartas.  Acesório indispensábel ó mais rudimentar operador de prodíxios, xá que se atribuie a Satanás a invençón do xogo, e polo tanto também será o seu mais ventaxoso instrumento.

manuel calviño souto