Arquivos diarios: 28/09/2018

GEORGE BERKELEY (UNHA VIDA INQUIETA)

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               George Berkeley nasceu a 12 de Março de 1685 na pequena cidade de Kilkenny, situada a pouco mais de cem quilómetros a sudoeste de Dublin e conhecida como a “cidade do mármore”, devido ao tipo de pedra usado em muitos dos edifícios.  Aluno precoce, depois de estudar na escola local entrou com 15 anos no Trinity College de Dublin, ainda de notório estilo escolástico, o que non impediu de, xuntamente com alguns colegas, formar em 1705 um grupo de estudo sobre as novas teorías filosóficas e científicas de Robert Boyle, Isaac Newton e John Locke.  Em 1709, Berkeley foi ordenado sacerdote e iniciou a sua actividade pública.  A Irlanda de entón estava submetida ao domínio da Inglaterra e atravessava graves problemas económicos, fruto das disputas políticas e relixiosas expressas no controlo que a minoría protestante exercía sobre a maioría católica.  Em 1712, visitou Inglaterra, e três anos despois, em París, conheceu Nicolas Malebranche, o discípulo de Descartes, fundador do “ocasionalismo metafísico” que tanto o tinha inspirado.  Após unha longa viaxem por Itália, regressou a Londres em 1720, em plena crise económica.  Em 1721, doutorou-se em teoloxía e passou a exercer a docência no Trinity College de Dublin, onde ministrará filosofía, teoloxía, grego e hebreu antes de ser nomeado deán da catedral de Derry.  Entretanto, concebeu o proxecto de instruir indíxenas e colonos na América, através de unha universidade que pretendia fundar nas ilhas Bermudas, lugar onde xulgaba que sería muito mais simples a evanxelizaçón com xentes aínda non contaxiadas pelos vícios europeus, como o da avareza.  Sonhava educar em conxunto “nas ilhas do vrán” os filhos dos índios aboríxens e dos fazendeiros.  Em 1728, casou-se com Anne Forster, filha do presidente do Parlamento irlandês, e um ano mais tarde desembarcou em Newport (Rhode Island) com o intuito de obter axuda económica para o proxecto e poder empreender a viaxem rumo ás ilhas Bermudas.  Enquanto aguardava pela axuda económica, que nunca chegou, adquiriu unha quinta e comprou escravos, os quais tornou obxecto do seu afán catequista.  Regressou a Londres em 1732 e, à Irlanda dous anos depois, ao ser nomeado bispo de Cloyne.  Alí se dedicou a investigar as virtudes medicinais da água de alquitrán, a fím de aliviar o sofrimento dos habitantes da Irlanda, arrasados polas epidemías e pela fame que assolaram a povoaçón em 1740 e 1741.  Berkeley foi um bispo proximo do seu povo, que se vestia com roupa confeccionada polas mulheres com matéria-prima local.  Com “roupas malas e piores perucas”, segundo a descripçón de algúns dos seus conhecidos, Berkeley apreciava as conversas com os amigos.  Em 1751, a morte do seu filho primoxénito e a de Thomas Prior, o seu grande amigo de infância, afundaram-no nunha profunda tristeza, somente compensada um ano depois com a entrada na Universidade de Oxford do seu segundo filho, George.  O nosso pensador instalou-se perto do espaço académico universitário de Oxford para poder acompanhar o filho e prosseguir com as suas investigaçóns, mas morreu pouco depois, a 14 de Xaneiro de 1753, víctima de um ataque cerebral.

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A EVOLUÇÓN (F6)

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               Anaximandro (610-546 a. C.),  (…) arguíu que, como os nenos están indefensos ó nascer, se o primeiro ser humano houbera aparecido sobre a Terra como um pequeno, non tería podido sobreviver.  Ésta puido ter sido a primeira intuiçón da existência da “evoluçón”.  Anaximandro razo-ou que, polo tanto, os humanos deberíam haber evolucionado a partir de outros animais, cuxos retonhos foram mais resistentes.  Na Sicilia Empédocles (490-430 a. C.) analizou como se comportaba um instrumento denominado clepsidra.  Utilizado ás vezes como culherón, consistía nunha esfera com um pescozo aberto e pequenos buracos no fundo.  Ó ser submerxida na água, enchia-se e, se tapavas o buraco do pescozo a água non caía.  Logo, Empédocles descubríu, que se primeiro se tapa o pescozo e depois se submerxe, a clepsidra non se enche de água.  Razo-ou, pois, que algo invissíbel debía estar impedindo que a água entrára na esfera polos buracos – tinha descoberto a substância material que chamamos aire -.  Demócrito (460-370 a. C.) (…) perguntou-se, que ocurre quando rompemos ou cortamos um obxecto em pedazos. Xulgou, que non poderíamos seguir indefinidamente esse processo e, postulou que tudo, incluidos os seres vivos, estavam constituídos por partículas elementais, que non poderíam ser cortadas nem descompostas em partes menores.  Chamou a éstas partículas “átomos”, do adxectivo grego “indivissíbel”.  Demócrito cría que todo proceso material é o resultado das colisóns atómicas.  Na sua interpretaçón, denominada “atomismo”, todos os átomos se movem no espaço e, a non ser que sexam perturbados, movem-se para diante indefinidamente.  Na actualidade, ésta idéia é chamada “lei da inércia”.  A revolucionária idéia, de que non somos mais que habitantes ordinários do universo, e non seres especiais que se distingam por viver no seu centro, foi sostída pela primeira vez por Aristarco (310-230 a. C.), um dos últimos científicos xónios. Somente nos chegou um dos seus cálculos, um complicado análise xeométrico das detalhadas observaçóns que realizou sobre o tamanho da sombra da Terra sobre a Lua, durante unha eclípse lunar.  A partir dos seus dactos, concluíu que o Sol debería ser muito maior que a Terra.  Inspirado talvez pola idéia de que os obxectos pequenos xiran ó redor dos grandes. e non ó revés, foi a primeira pessoa que sostuvo que a Terra non era o centro do nosso sistema planetário, senon que ela, como os demais planetas, xira ó redor do Sol, que é muito maior.  Há tan só um pequeno passo desde a constataçón de que a Terra é um simples planeta como os demais, á idéia de que tampouco o nosso Sol tem nada de especial.  Aristarco, supuxo, que este era o caso e pensou que as estrelas que vemos no céu nocturno, non som na realidade, mais que outros soles distantes.

stephen hawking e leonard mlodinow