NIETZSCHE (A XENEALOXÍA DA MORAL)
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A enorme productividade de Nietzsche como filósofo e escritor non evita que, aos quarenta e três anos, se sinta “tan só como quando era unha criança”. Había xá algum tempo que renunciara a ter um trabalho e um lar, decidido a consagrar a sua precária enerxía vital a pensar e a escrever como quem lança mensaxens numa garrafa. Tenta interpretar o seu enorme isolamento como algo necessário, como unha consequência natural da sua misón filosófica: cuspir verdades incómodas aos seus contemporâneos. Entretanto, a solidón, as doenças, as mudanças e as agruras económicas dos últimos anos ván-no minando. Prova disso mesmo é o profundo impacto que produz ao seu amigo Rohde, quando se reencontram depois de anos de separaçón: encontra Nietzsche envolto nunha atmosfera indescriptivelmente inquietante, como se o filósofo “voltasse de um país onde non vive ninguém”. Nesse ano, 1887, reúne forças para escrever A Xenealoxía da Moral. Unha Polémica. Em vez de um conxunto de aforismos, aquí encontramos um tratado sistemático ao serviço de um único obxectivo: desmontar a moral do cristianismo. Através de ferramentas psicolóxicas, Nietzsche desmascara a orixem imoral dos valores morais cristáns graças ao seu método “xenealóxico”. Nessa época descobre com grande alegria Dostoievski, um escritor que, acima do seu admirado Stendhal, é o “psicólogo” com quem tem mais afinidades.
toni llácer
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